Reino Unido exige investigação sobre eleições na Bielorrússia

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O governo britânico não reconhece o resultado da eleição presidencial na Bielorrússia, disse o Secretário de Relações Exteriores.

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Foto: (reprodução/internet)

 

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Dominic Raab, o político do Partido Conservador britânico pediu uma investigação internacional sobre a ”terrível represália” dos manifestantes pelas forças de segurança estatais controladas na Bielorrúsia por Alexander Lukashenko e classificou a disputa presidencial como “fraudulenta”.

Um histórico duvidoso

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Alexander Lukashenko foi eleito pela primeira vez na Bielorrússia em 20 de julho de 1994 com mandato até 2001, entretanto foi reeleito e rejeitou qualquer possibilidade de refazer a votação que lhe deu seu sexto mandato presidencial, apesar das manifestações generalizadas contra o resultado.

Ao ser atacado no Ocidente, o presidente declarou que seu país “pereceria como um estado” se a eleição fosse realizada novamente.

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Resultado das eleições gera repercussão negativa

“O Reino Unido não aceita os resultados”. Precisamos urgentemente de uma investigação independente através da OSCE, a Organização para Segurança e Cooperação na Europa, sobre as falhas que tornaram a eleição injusta, assim como a terrível repressão que se seguiu durante os protestos pós-eleição no país, diz Dominic Raad.

“O Reino Unido trabalhará com nossos parceiros internacionais para sancionar os responsáveis e pedir contas às autoridades bielorrussas”.

O setor de televisão estatal da Bielorrússia foi o último a sair em greve em protesto contra o resultado e a censura de sua cobertura.

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Mas Lukashenko permaneceu confiante esta manhã, em meio a relatos de que cerca de 6 700 pessoas foram presas em protestos por todo país após as eleições.

Durante o fim de semana, um comício da oposição na capital Minsk atraiu dezenas de milhares de pessoas, descritas como as maiores da história do país. Um comício presidencial parecia atrair números significativamente menores.

A candidata da oposição Svetlana Tikhanovskaya, sugeriu que ela poderia atuar como líder interina. Mas a Comissão Central Eleitoral do país disse que Lukashenko conseguiu 80,1% dos votos, enquanto Tikhanovskaya somente 10,12%.

Tikhanovskaya está atualmente na Lituânia, país vizinho e já denunciou publicamente os resultados da eleição.

“Você veio aqui para que pela primeira vez em muito tempo para que pudesse defender seu país, sua independência, suas esposas, irmãs e filhos”, disse o presidente ao comício de seus apoiadores.

Ele também disse que a oposição “rastejaria como ratos para fora de um buraco” caso não fossem reprimidos.

Os líderes da União Europeia planejam se reunir na quarta-feira para discutir os eventos no país.

Enquanto isso, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel disse que “o povo de Belarus tem o direito de decidir sobre seu futuro e eleger livremente seu líder”, também se mostrando a favor de uma revisão dos resultados.

 

Traduzido e adaptado por equipe Revolução.etc.br

Fontes: Independent, Europe World News.

 

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