Moderadores de conteúdo do Facebook pedem mais assistência em 2020

ANÚNCIO

Os moderadores de conteúdo do Facebook pedem pagamento por risco, trabalho mais remoto e melhor assistência médica em meio ao COVID-19.

Moderadores de conteúdo do Facebook pedem mais assistência em 2020
Foto: (reprodução/internet)

Mais de 200 trabalhadores assinaram uma carta aberta pedindo melhores proteções para a Covid-19.

ANÚNCIO

O Facebook é uma das muitas empresas que anunciam que seus funcionários em tempo integral estarão trabalhando de casa até pelo menos meados do próximo ano, mas muitos de seus moderadores de conteúdo estão sendo forçados a voltar ao escritório no meio da pandemia.

A carta dos moderadores ao Facebook

Em uma carta aberta dirigida aos chefes da organização, mais de 200 desses trabalhadores estão exigindo melhores proteções, mais opções de trabalho remoto e pagamento de risco.

Leia mais: A longa e interminável luta do Facebook contra a desinformação

ANÚNCIO

“Após meses permitindo que os moderadores de conteúdo trabalhem em casa, diante da intensa pressão para manter o Facebook livre de ódio e desinformação, você nos forçou a voltar ao escritório”, lê a carta.

Ela também observa que os moderadores com risco aumentado de Covid podem ser dispensados do trabalho se tiverem uma receita médica, mas aqueles que vivem com pessoas de do grupo de risco ainda devem ir para o escritório.

A preocupação e exigências dos moderadores

Os moderadores exigem que qualquer pessoa de alto risco ou que viva com alguém de alto risco seja autorizada a trabalhar em casa por tempo indeterminado.

Além disso, enquanto alguns conteúdos, como qualquer coisa ilegal, devem ser moderados no escritório, qualquer coisa que possa ser feita remotamente deve ser feita de casa.

Leia também: Facebook usa IA para classificar conteúdo e ter moderação mais rápida

Nos últimos anos, os moderadores de conteúdo de gigantes tecnológicos, incluindo Facebook, YouTube e Microsoft, iniciaram processos judiciais alegando que desenvolveram transtorno de estresse pós-traumático (PTSD) após a visualização de conteúdo perturbador.

Em janeiro, foi revelado que um contratante do YouTube estava pedindo aos funcionários que assinassem um documento reconhecendo que o conteúdo que eles estariam revendo poderia ser perturbador e levar ao PTSD.

Traduzido e adaptado por equipe Revolução.etc.br

Fontes: Tech Spot, Fox Glove

ANÚNCIO