Terrorista culpado por atentado no Reino Unido em 2017 é condenado

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Hashem Abedi, o irmão de Salman Abedi, principal culpado pelo atentado a bomba de Manchester Arena, no Reino Unido em 2017, foi condenado a 55 anos de prisão.

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Foto: (reprodução/internet)

Isto marca a maior pena mínima de prisão perpétua, quando não se pode dar uma sentença de prisão perpétua inteira no Reino Unido.

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Abedi, 23 anos, se recusou a ser levado ao banco dos réus, já que foi condenado à prisão hoje (20/08), tendo também deixado de comparecer ao tribunal ontem (19/08), quando as declarações das vítimas foram lidas.

O Juiz Jeremy Baker disse que teria dado a Abedi uma ordem de prisão perpétua, mas como ele tinha menos de 21 anos no momento do ataque, ele é incapaz de cumprir por lei.

O Juiz Baker concluiu que tanto o réu quanto seu irmão tiveram um papel “integral” na compra dos materiais para fazer a bomba, dizendo que eles foram “igualmente culpados” pela explosão que matou 22 pessoas, feriu mais de 800 e hospitalizou 112.

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Ele disse: “Se o réu, como seu irmão, tivesse 21 anos ou mais no momento do crime, o ponto de partida apropriado teria sido uma sentença para a vida inteira”.

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“Não apenas por causa da combinação do grau significativo de crime pré-meditado, mas também porque a motivação para eles era avançar a ideologia do islamismo, um assunto distinto e abominável para a grande maioria daqueles que seguem a fé islâmica”.

Um crime de ódio que deixa marcas

Abedi, que tinha 20 anos na época do ataque suicida que levou a vida de seu irmão Salman Abedi, permaneceu em silêncio durante todo o seu julgamento, até mesmo despedindo da equipe de advogados no início deste ano.

Em março, ele foi considerado culpado de assassinato durante o ataque de 2017, que matou 22 pessoas inocentes em Manchester, no Reino Unido.

Juntamente com as 22 acusações de assassinato e uma de tentativa de assassinato, que levou em conta os sobreviventes feridos, ele também foi considerado culpado de ter conspirado para causar explosões.

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Foto: (reprodução/internet)

 

A audiência de dois dias no tribunal começou ontem em Old Bailey, Tribunal Central Criminal em Londres, no Reino Unido com declarações de trauma emocional das vítimas sobreviventes e dos feridos.

Uma tragédia que não é esquecida

De acordo com a BBC, muitos pais “caíram em lágrimas” ao se lembrarem do momento em que descobriram que seus filhos queridos haviam sido mortos, enquanto outros atacaram os irmãos “perversos” por seu ataque covarde em Manchester em 2017, durante o show da cantora Ariana Grande.

No entanto, Abedi recusou-se a deixar sua cela para enfrentar os testemunhos, com o juiz Baker dizendo que não tinha “nenhum poder para dirigir essa força a ser usada para forçá-lo a comparecer ao tribunal”.

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Jayne Jones, a mãe de Nell Jones de 14 anos, disse que as palavras não podiam “chegar perto” de descrever a dor da família.

Ela disse: “Sentimos falta do seu riso, do seu senso de humor malicioso. Mas guardamos sua memória”.

Michael Thompson, o pai de Michelle Kiss de 45 anos, disse que sua família estava ‘indo de dia em dia em piloto automático’ depois que sua filha foi tirada deles ‘da maneira mais terrível e covarde’.

Ele acrescentou: “Acreditamos que há mais coisas boas no mundo do que más, mas infelizmente é preciso apenas uma pessoa má para devastar e destruir tantas vidas”.

Foi dito no tribunal que alguns depoimentos de vítimas e testemunhas não deveriam ser lidos em público e, em vez disso, deveriam ser considerados pelo juiz em particular.

 

Traduzido e adaptado por equipe Revolução.etc.br

Fontes: LADBible, BBC

 

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