COVID-19 pode desencadear a doença de Parkinson, de acordo com estudos

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Enquanto o mundo luta com a crise atual da pandemia do coronavírus, os cientistas advertem que a infecção pode representar mais uma séria ameaça à saúde humana, na forma de uma “onda silenciosa” de consequências neurológicas que podem se seguir na esteira do vírus.

COVID-19 pode desencadear a doença de Parkinson, de acordo com estudos
Foto: (reprodução/internet)

Embora os riscos específicos permaneçam hipotéticos neste ponto, as preocupações são muito reais. De fato, um efeito semelhante a longo prazo foi observado após a pandemia da gripe espanhola no século passado.

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Já sabemos que a COVID-19 tem ligações com danos cerebrais, sintomas neurológicos e perda de memória. O que é menos claro é como a infecção pode trazer estes sintomas paralisantes, em que volume e a que efeito final.

“Embora os cientistas ainda estejam aprendendo como o vírus SARS-CoV-2 é capaz de invadir o cérebro e o sistema nervoso central, o fato de ele estar entrando ali é claro”, diz o neurocientista Kevin Barnham do Instituto Florey de Neurociência e Saúde Mental na Austrália.

“Nosso melhor entendimento é que o vírus pode causar insulto às células cerebrais, com potencial de neurodegeneração a partir daí”.

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Como medir esse potencial?

Em um novo estudo, Barnham e seus co-autores propõem que a “terceira onda” da pandemia COVID-19 pode não ser um ressurgimento de infecções por coronavírus, mas um subsequente aumento dos casos associados ao vírus da doença de Parkinson, semeado pela neuroinflamação, desencadeado no cérebro como uma resposta imune ao vírus.

Ainda não há provas concretas de que tal surto de Parkinson acabará resultando.

Mas algo muito parecido aconteceu uma vez antes, durante a última e mais comparável pandemia para agarrar o mundo: a gripe espanhola de 1918, onde uma forma de inflamação cerebral chamada encefalite letárgica ligada à pandemia aumentou o risco de Parkinson de duas a três vezes.

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“Podemos tirar uma ideia das consequências neurológicas que se seguiram à pandemia da gripe espanhola em 1918”, diz Barnham.

“Dado que a população mundial foi atingida novamente por uma pandemia viral, é muito preocupante considerar o potencial aumento global de doenças neurológicas que poderiam se desdobrar no caminho. O mundo foi pego desprevenido pela primeira vez, mas não precisa ser de novo”.

Uma hipótese preocupante

Os pesquisadores reconheçam que atualmente não há dados suficientes para quantificar o aumento do risco de desenvolvimento da doença de Parkinson em relação às infecções COVID-19.

Eles sugerem que a melhor maneira de identificar os casos futuros antecipadamente, seria o rastreamento a longo prazo dos casos de SARS-CoV-2 pós-recuperação, monitorando a expressão de doenças neurodegenerativas.

Traduzido e adaptado por equipe Revolução.etc.br

Fontes: Science Alert, The Florey, IOS Press

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