ROI – Retorno de investimento com web standards

ROI significa Return Of Investment, ou Retorno de Investimento. Já ouviu falar? O Michel vai explicar muito melhor que eu. Mas no geral ROI vem do interesse em saber quais foram os ganhos reais que um projeto obteve, sejam eles financeiros ou não, como aumentar a quantidade de acessos, tornar uma marca mais presente, aumentar o número de clique em um banner tornando-o mais atrativo, tornar a navegação mais rápida e descomplicada. Tudo isto está relacionado com ROI.

Geralmente eu vejo programadores e web designers apenas ligados naquilo que eles acreditam ser de competência exclusiva deles, ou seja, código e nada mais. Marketing, redação, administração é coisa pra não geeks pensam alguns radicais. Acabam perdendo muito do aprendizado do que a web pode trazer e perdendo na compreensão de todo o processo que poderia participar. Uma equipe de pessoas especialistas em áreas diferentes, mas bem interessada em todo o processo desde a venda até a entrega do projeto passando pela análise, ROI, marketing, arquitetura da informação e usabilidade, codificação, programação, redação, QA, estatísticas de acesso do antes e depois, até a publicação, tem mais chances de obter melhores resultados do que uma equipe onde cada um só está interessada “naquilo que está sendo pago para fazer”.

E ROI é uma daquelas coisas que todos os envolvidos em um projeto deveriam se interessar, por que uma parcela do retorno de investimento que você trabalhou, está intimamente relacionada com o seu trabalho em específico e com sua produtividade nele. Ou seja, não interessa se você é um redator, um marketeiro, um programador ou web designer, você procura mensurar o quanto do seu próprio trabalho há ganhos do investimento feito? Lembre-se que nem todos os objetivos de ROI são necessariamente financeiros. Independente da empresa onde você trabalha, pensar em produtividade e ganhos de investimento do seu próprio trabalho vai fazer um bem danado pra você mesmo enquanto profissional.

Um profissional especializado em padrões web, pode contribuir com a análise de ROI de um projeto em partes específicas muito mais do que o pessoal do marketing sozinho. O próprio Steve Krug no livro Não me faça pensar mostra o tanto que melhorar o fluxo de navegação em um e-commerce é capaz de aumentar as vendas consideravelmente. Claro que investimentos altos são proporcionais ao tamanho do projeto, e a maioria dos mortais não tem a oportunidade de trabalhar com uma Amazon, Submarino ou Lojas Americanas da vida que faturam milhões, mas tudo tem um começo. E tornar sites mais rápidos, também não faz parte (ou pelo menos deveria fazer) do retorno do investimento em um projeto do qual você faz parte?

Primeiro você precisa pensar nos seus critérios de avaliação, antes da avaliação propriamente dita, e não depois. Pode parecer óbvio mas muitas pessoas vão se preocupar com estes critérios depois do projeto pronto, o que não adianta muito. Se seu projeto será pegar um site atual e convertê-lo para padrões web veja um procedimento que pode tomar:

Procure por estatísticas de acesso do site hoje. Pegue informações como tráfego gasto com o HTML somente, e depois com imagens e scripts. Obtenha informações do tamanho dos arquivos como páginas de HTML, imagens scripts etc. É interessante ter esses dados separadamente, e nem sempre é fácil obter essas informações. Relacione as informações de quanto o site gasta com servidor por mês baseado no tráfego mensal por dia, semana e mês. O ideal é levantar estatísticas disso em um ano. Veja também o fluxo de navegação que um usuário gasta até chegar ao produto que lhe interessa, até o pagamento. Veja se neste processo você consegue facilitar a vida do usuário e reduzir o número de clique se houver algum tipo de redundância. Procure obter informações de tempo de carregamento das principais páginas do site. Parte dessas informações você consegue obter com o Google Analytics. Todas estas informações devem ser obtidas antes.

Depois que o novo projeto for ao ar, chega a hora de analisar os dados obtidos da aplicação antiga e comparar com as novas que você desenvolveu. Compare os dados e veja o quanto de ganhos reais de performance você conseguiu obter. Parte do retorno do investimento também pode ser mensurado pela empresa desenvolvedora ao avaliar o quão fácil será dar manutenção neste projeto no futuro. Em grandes sites, conseguir reduzir o tempo de manutenção pode ser extremamente lucrativo. Depois de 2 ou 3 projetos muito bem analisados neste sentido, você terá material de sobra para provar por A + B que desenvolver seguindo os padrões é mais lucrativo do que simplesmente um método geek de ver o mundo. E se o seu chefe não está convencido disso, uma razão a mais pra você por conta própria tomar essa iniciativa. E acredite, tem muiiiiiittttttaaaaaa agência web grande por ai fazendo sites como se fazia na década de 90.