O que é independência para você?

O que é independência para você? Ontem, no dia 4 de julho, os americanos comemoraram o dia da independência “deles”, uma linda história que começou quando um monte de ingleses chegaram naquele território, assassinaram e saquearam TODOS os índios que ali moravam e finalmente conseguiram se desvencilhar do maldoso, perverso e malévolo jugo britânico. Lindo, né? Ok, para não dizer que é ciumes, o Brasil só existe porque um monte de ladrões e uns gatos pingados de realeza caloteira portuguesa fugiram da Europa e vieram ter momentos lascivos com os índios e índias daqui. Ah, e muitos índios foram assassinados também. Sarcasmo Disclaimer para quem não sabe ler: Me entendam, se fosse o Leonard ele estaria levantando a plaquinha de “sarcasm”. Todos têm seus podres na história. Supere isso, e bola pra frente.

Mas a idéia de escrever este texto, completamente off-topic, é baseado no texto da Molly E. Holzschlag, a famosa diva dos padrões web, publicado ontem, no dia 4 de julho. Eu até deixei 2 comentários lá baseado no início do post, que foi editado por ela depois sem avisar. É que o post dava a entender que o 4 de julho é como se fosse uma data universal de se comemorar a “independência” no mundo. Mesmo que não tenha sido a intenção dela, eu sei, foi o que estava escrito. Só depois ela alterou o início para ficar mais claro que a independência ao qual ela se referia era a americana, e não a iraquiana por exemplo. Sarcasmo Ops, esqueci, os iraquianos não têm independência porque eles não são livres. Desculpe Cardoso, eu não tenho a mesma coragem (sim, sou covarde) que você tem de não explicar para quem não sabe ler certas ironias, por isso te admiro!

Não tem problemas, eu ainda amo a Molly e continuo achando que ela sempre será a diva dos web standards! E adoro o blog dela também, sem ressentimentos. Mas depois disso eu realmente fiquei pensando o que era independência pra mim. Apesar de todas as diferenças entre as nações, até mesmo dentro de um mesmo país podem brotar pessoas completamente diferentes. Continuo achando que o máximo de independência que a humanidade poderá alcançar, não será qualquer tipo de soberania territorial e sim o respeito à diversidade, às diferenças religiosas, raciais, políticas e culturais. É esquisito aceitar que ainda temos problemas raciais no mundo inteiro (leia a série de textos do Alex Castro). O iPhone 3G já existe e ainda existem pessoas no mesmo planeta que recebem tratamento diferenciado por causa da cor da pele. Dãrrrr!

Se todas as comemorações de independências territoriais e políticas no mundo significassem que negros, nordestinos, hutus, tutsi, judeus, homossexuais, muçulmanos, indígenas, mestiços, e qualquer palavrinha que nos diferencie uns dos outros, seja por religião, opção sexual ou cor, pudessem conviver juntos e pacificamente no mesmo local sem se matarem por essas diferenças, isso sim seria independência. Sem isso não somos independentes. E o que é independência pra você?