Geoposicionamento e o acidente nas obras do metrô na marginal pinheiros

Enquanto eu via pela TV e internet ao mesmo tempo as notícias e as imagens do desabamento nas obras do metrô na marginal Pinheiros, na zona oeste de São Paulo na última sexta-feira, fiquei imaginando o quanto essa avalanche de informações poderia ser mais útil. Eu não moro em São Paulo, já estive lá algumas vezes e fiquei curioso para localizar no Google Earth qual a localização exata do desabamento, só por curiosidade.

Nenhum dos jornais online indicaram a latitude e a longitude exata do local do acidente (por que diabos alguém iria precisar disso certo?), mas com uma informação aqui e outra ali eu mesmo consegui localizar. Agora imagine o seguinte: com esta informação, eu que sou “turista” (não conheço a cidade muito bem) e estivesse com um smartphone ou um notebook prestes a pegar o trânsito em São Paulo, poderia facilmente evitar os trechos de congestionamento mesmo não morando lá, apenas com a latitude -23.567524 e a longitude -46.701349 do local do acidente. Esta é a especificação microformats geo que o Elcio inclusive já está usando. Assim você pega essas informações e joga no Google Maps ou no Google Earth (ou qualquer outro aplicativo que aceite latitude e longitude para a busca) e sabe exatamente onde não deve ir. Se estiver usando o Firefox com a extension Operator, basta clicar em “Location(s)” que ele te leva para o Google Maps com um clique.

Em Tóquio esta cena já é bem comum nos táxis que recebem nos computadores de bordo quais os melhores trechos da cidade e onde estão os congestionamentos e trechos que devem ser evitados. Informação de geoposicionamento poderia chegar até o seu celular (você pode ser um ciclista interessado nisso), smartphone, notebook etc, vindas de uma notícia na web ou um serviço online responsável por mapear o tráfego da sua cidade. Um dia muito próximo você ainda vai precisar vivenciar uma cena assim, acredite.