Estratégia de métricas parte 2: Google Analytics e a Função urchinTracker

Este é o segundo texto sobre métricas e agora especificamente sobre o Google Analytics. Aconselho a leitura do texto que precede este antes de continuar. No texto anterior eu defendi a idéia de investir em métricas como forma de obter informações importantes que podem te ajudar a manipular o marketing do seu próprio site. Ou seja, quanto mais informações estatísticas você obter sobre o público que te visita, mais conhecimento para planejar mudanças no seu site você terá. Este texto trata sobre como obter estatísticas de clique sobre determinados trechos do seu site!

Estratégia de métricas parte 2: Google Analytics e a Função urchinTracker Para estatísticas de clique em determinadas áreas do seu site, você até poderia utilizar o “site overlay” (Content Optimization > Navigational Analysis > Site overlay), se ele não fosse horrível. Não é interessante utilizá-lo porque ele não tem a opção de cruzar informações com o botão “Analysis Option” (opções de análise – veja imagem ao lado), o botão mágico que te permite obter várias informações cruzadas de um único dado estatístico. Para contornar isso, existe um macete de levar as estatísticas de cliques para dentro do Content Performance > Top content utilizando a função urchinTracker nativa do Google Analytics. Vamos ver como isso funciona.

Imagine os seguintes cenários: No seu site você possui seu menu de navegação, banners na lateral, no topo ou sei lá onde mais. Possui um mini texto sobre seu site com um link para um “about” com mais detalhes etc. Lá você também aponta para a página de contatos, o mesmo link que está no menu de navegação. Você sabe se as pessoas clicam mais no ítem “home” do menu de navegação ou na logomarca do site para ir até a home? Nem que seja por curiosidade? Qual banner é mais clicado? Se você usa âncoras, como eu uso aqui no Revolução do tipo “ir para o topo”, você sabe o quanto elas realmente são utilizadas? Você sabe quantas vezes um evento importante em javascript é requisitado? Quem clica mais no anuncio “x” ou “y”, os visitantes fiéis ou os paraquedistas do Google? Com uma técnica simples do Google Analytics é possível obter todas essas informações.

No meu site eu mapeei praticamente todos os links “fixos”, ou seja, todos aqueles que não são links inseridos dentro de um artigo. Mas os seus objetivos não precisam ser tão altos assim. Pelo menos, não necessariamente. Eu criei um label para identificar, filtrar e poder comparar estes cliques dentro do Top content do Google Analytics separado do restante do conteúdo. E para cada link eu dei um nome que o descreve da seguinte maneira.

<a href="/index.php" onclick="javascript:urchinTracker('/menu/item_home');">
    Home
</a>

No trecho acima entre parenteses (‘/menu/item_home’) é o nome que eu criei para mapear exclusivamente os clique no item de menu “home”. A palavra “menu” vai te servir para filtrar depois apenas os cliques relacionados no seu menu. No meu site eu fui mais genérico e tudo que é link possui o label “mapclick” seguido de um nome que descreve o link como por exemplo /mapclick/click_menu_home.

O Help Center do Google Analytics diz que em 48 horas você já começa a obter estes dados. Entretanto, testando em outro site foi possível ler estes dados estatísticos no mesmo dia, apenas com odelay normal de exibição do Google Analytics.

Estratégia de métricas parte 2: Google Analytics e a Função urchinTracker Toda vez que um usuário clicar em um link, banner ou qualquer outra coisa em que você associe o evento onclick a função urchinTracker, o Google Analytics vai interpretar o label que você criou (como no exemplo acima “/menu/item_home”) como um pageview! Assim será possível filtrar e obter dados cruzados com o Analysis Options. Para filtrar apenas os cliques que você mapeou no site site vá até Content Performance > Top content e digite apenas “mapclick” na caixa “filter” (veja imagem ao lado) e clique em mais e depois no sinal de menos quando este aparecer. Não sei porque, mas isto me parece um bug do Analytics!

Estratégia de métricas parte 2: Google Analytics e a Função urchinTracker Após encontrar o item que te interessa, clique em Analysis Options > Cross Segment Performance (veja imagem ao lado) e selecione um item para cruzar as informações de clique que você já possui e saber por exemplo, quais os browsers mais utilizados pelas pessoas que clicam no seu banner “x” na lateral. Simples assim, o resto fica para sua imaginação!

Como montar uma estratégia à partir de dados que você já tem

Certo, agora que você tem todas estas estatísticas, você precisa aprender a “ler” e “interpretar” estes dados. Simplesmente tê-los por perto não vai te fazer um grande estrategista de marketing. A primeira coisa que você deve pensar é em cruzar os dados. A criatividade e a lógica nas perguntas que você vai fazer é o que vai te permitir transformar este monte de dados brutos em informação!

Veja algumas perguntas interessantes. A quantidade de pessoas que clicam no menu contato corresponde a quantidade de e-mails de contato que são enviados? A quantidade de cliques que o botão “enviar” do seu formulário de contatos recebe corresponde com a quantidade de e-mails que você recebe do seu site? Quais dos banners recebe mais clicks? Baseado nisso verifique se o banner que está mais acima é o que recebe mais ou menos clicks. Ou então o maior ou o menor, ou o que é uma imagem ou o que é feito em Flash e assim por diante.

O que um problogger precisa saber é como aumentar a taxa de cliques no AdSense, como aumentar a quantidade de assinantes do hosting ou de qualquer outro serviço agregado etc. O objetivo final é aumentar o lucro certo? Para isso você precisa saber qual é o melhor ambiente para se obter isso. Faça testes, explore possibilidades e obtenha estatísticas disso. O Adsense no seu site te dá mais retorno acima ou abaixo do título do post? No meio ou no fim do artigo?

Antes destes dados e da estratégia de métrica que eu montei para o meu site, eu achava que 100% das pessoas que acessavam minha página sobre a DreamHost era de usuários fiéis que assinam o feed do meu site e conhecem meu trabalho. Depois eu descobri que 65% das pessoas que se interessam pelo meu texto são de pessoas que vieram do Google. Por isso, tornei o texto lá mais “simples” e fácil de entender pensando em alguém que não seja meu “público direto” e que não esteja acostumado a ler sobre desenvolvimento. Por isso eu até montei uma FAQ com as perguntas mais frequentes que eu recebo por e-mail principalmente dos paraquedistas. Eu não “tive uma idéia” de fazer isso, eu apenas analisei meus dados e comprovei que seria o melhor a ser feito. Ou seja, nos últimos tempos a quantidade de pessoas que assinaram a DreamHost e utilizaram o meu promocode aumentaram. Quer ROI mais claro do que este?

No meu site, e isso é estatística mundial, é comprovado que as pessoas que clicam em anúncios como o AdSense ou o UOL afiliados são os usuários que vem dos mecanismos de busca. Por isso eu implementei o Landing Sites, um plugin para WordPress que me permite inserir conteúdo específico e diferenciado nas páginas somente quando um usuário vem de mecanismos de buscas. Como eu sei que basicamente só os usuários que vem dos mecanismos de buscam clicam em anúncios assim, eu não quis poluir o restante do site com este tipo de publicidade. Mas antes que alguém grite daí, isso não significa que você tem que implementar ou que você vai chegar a conclusão de que deixar o seu AdSense exclusivamente para usuários vindos de mecanismos de busca seja a melhor solução. Tudo depende do seu interesse como eu falei anteriormente.

Há muito mais a ser explorado relacionando estatísticas com ações diretas de marketing. E há muito mais também a ser detalhado sobre o Google Analytics. Mas como isso aqui não é um livro, nós podemos agora pelo menos conversar mais abertamente sobre métricas! Se tiver alguma questão ou sugestão, escreva aqui. Quem sabe eu não escrevo algo à respeito!