A sustentável leveza dos blogs

A impressão que estou tendo, posso estar tremendamente enganado ou completamente correto, é a de que o Campus Party é uma espécie de vingança dos nerds. Sim, sim; é o melhor encontro de tecnologia, é a maior festa, isso e aquilo que todos estão falando (é tudo verdade). Mas nunca os nerds e blogueiros chamaram tanta a atenção coletivamente, como nesta festa. A imprensa não sai daqui, querendo ganhar um pouco com a atenção que nerds e blogueiros conseguem atrair.

Mas o que mais me chama a atenção é a atenção dada aos blogs aqui no Campus Party. A maioria sendo assediados pela imprensa formal (também pela marrom), por fotógrafos, cinegrafistas, documentaristas, jornais, empresas grande contratando blogueiros etc. São flashs e câmeras para todos os lados. E os blogueiros, sempre se divertindo, conhecendo uns aos outros, concedendo entrevistas, trocando cartões, etc. Acho que nunca fomos tão leves no sentido de ser.

Para vocês terem uma idéia, por aqui eu topo facilmente com o Thiago Mobilon, Simone Villas Boas, Interney, Inagaki, Manoel Netto, Manoel Lemos, Gustavo Gawry, Bruno Alluci, Alexandre Fujita, Horácio Pastor Soares, Carlos Merigo, Rafael Silva, Rafael Apocalypse (site indisponível – (sim, esse é o nome do cara mesmo), Marco Gomes, Bruno Dulcetti e todo o pessoal do VideoLog, Renê Fraga e mais um monte de blogueiros que eu ainda nem conheci (ou, me desculpem, esqueci de citar).

A imprensa em muitos casos parece amadora, distorce a informação, não sabe linkar em suas versões online, etc. Mas estão por aqui, atrás dos blogueiros, tentando unir já que não conseguem vencer. Mas eu vejo os blogs muito além dessa “guerra fria” e velada com a imprensa, assim como a revolta dos escribas quando Guttenberg inventou a imprensa. Não que a imprensa jornalística atual vai sumir, mas o desconforto existe e será superado. Porque neste caso (ao contrário da relação entre a imprensa de Guttenberg e os escribas) blogs não competem com a imprensa, seja impressa ou televisiva. Porque os blogs são sustentados na leveza de serem pessoas comuns.