Web standards, arquitetura da informação, usabilidade, acessibilidade, tecnologia, filosofia de buteco (sic), e qualquer coisa em uma casca de noz!

Ir direto para o conteúdo

Wasp

Listagem de todos os artigos tagueados como "Wasp".

WaSP Interact – Curso gratuito de desenvolvimento para web

Por: Henrique Pereira

Wednesday 31 March 2010 às 13:14

Categoria: Design, Experiência de usuário, HTML / CSS / JavaScript, Internet / Web

Já ouviu falar do pessoal do Web Standards Project, certo? Então, já faz um tempo que os caras criaram o WaSP Interact, um site de e-learning gratuito para profissionais de web.

O objetivo do WaSP Interact é agrupar material de quadros curriculares com competências que profissionais de web devem ter, seguindo boas práticas em cada uma das disciplinas. O curso é dividido em 6 fases que são, fundamentos, desenvolvimento front-end, design, ciência do usuário (Experiência do Usuário), desenvolvimento server-side e práticas profissionais. As disciplinas seguem uma ordem de competências que o estudante precisa conhecer antes de pular para a próxima disciplina.

A iniciativa tem parceria com o Opera Web Standanrds Curriculum, que inclusive utiliza parte do conteúdo produzido por eles. O restante do conteúdo dos cursos é todo produzido pelo membros e colaboradores do Web Standards Project. E isso é uma garantia de que o conteúdo é produzido por excelentes profisisonais do mundo inteiro.

Quem acha que, pelo fato de ser coordenado pelo Web Standards Project, o foco dos cursos será somente HTML e CSS, está enganado. Eles tem módulos de design, arquitetura da informação, design de interação, gerência de projetos, produção de conteúdo para web dentre outros. Os cursos não são de “tecnês” e trazem excelentes conteúdos teóricos. Pra quem sabe estudar sozinho e sabe inglês, é o ponto de partida perfeito para quem quer se tornar um profissional de desenvolvimento para web.

Comentários: 5

Web Standards? E agora José?

Por: Henrique Pereira

Tuesday 27 January 2009 às 19:31

Categoria: HTML / CSS / JavaScript

I heart Web Standards Eventualmente converso com algumas pessoas “das antigas” sobre os famosos padrões web, sobre boas práticas de XHTML e CSS e sempre fico me perguntando onde chegamos e para onde estamos indo. Este texto é uma reflexão sobre isso. O que já alcançamos e o que está pela frente.

O passado

Não vou contar de novo a mesma história mas vou resumi-la. A primeira grande guerra dos browsers transformava a vida dos desenvolvedores em um inferno, onde para fazer um site rodar no maior número possível de versões de navegadores era necessário muitas gambiarras, trechos de códigos redundantes etc. Tudo para deixar o mesmo site o mais igual em diferentes navegadores. Esta foi a forma humana mais básica de sentir na pele a necessidade de padrões de desenvolvimento para a internet. Se você não viveu esta época como desenvolvedor, agradeça!

Naquela época desenvolver sites usando tabelas era o caminho mais fácil para fazer um site ser renderizado de forma mais parecida possível em vários navegadores. A popularização e o refinamento das ferramentas visuais de desenvolvimento de HTML ou os chamados editores WYSIWYG também foram outro fator que contribuiu para a popularização do HTML e do desenvolvimento fora dos padrões, visto que estes editores priorizavam a aparência do site renderizado no navegador em oposição a qualidade do código gerado. Esta foi a época do design pelo design.

A virada

Logo da W3C A história mostrou para aqueles vovôs da internet na pele algo que doía muito. Gastar tempo e esforço criando códigos redundantes por causa da indústria dos browsers. As pessoas das gerações seguintes, muitas delas, aderiram ao movimentos dos web standards e começaram a desenvolver de forma criativa seguindo os padrões de HTML e CSS da W3C. Surgia uma nova era.

Várias referências na web ficaram conhecidas pelos esforços em popularizar o desenvolvimento seguindo os padrões como o A List Apart, Web Standards Project, Jeffrey Zeldman, Dave Shea, Molly Holzschlag além de Tantek Çelik e Eric Meyer também conhecidos a pouco pelos avanços em Microformats, dentre vários outros. No Brasil os mais populares foram o site do Maujor e o Tableless. No geral o papel que eles tiveram foi o de pressionar a indústria (funcionou apenas em partes) ao chamar a atenção para técnicas de desenvolvimento em CSS, evitando hacks (sim evitando) e usando HTML de forma semântica, em oposição as infames tabelas. O principal valor que todas estas referências tiveram foi o de influenciar e o de liderar essa influência através do ensino de HTML e CSS de forma simples e prática.

Hoje, agradeça aos mecanismos de busca (sic)

Hoje a situação é infinitamente melhor do que a 5 ou 7 anos atrás. Antes era comum pessoas torcerem o nariz ao ouvirem “desenvolver código na mão“. Hoje isso é compreensível. A principal razão da popularização dos web standards foram os mecanismos de busca, mais especificamente o Google e a corrida de ouro que se tornou o SEO. Um site com melhor semântica de HTML ganha pontos nos primeiros resultados de busca.

Sem a popularização dos mecanismos de busca, o mundo inteiro estaria alguns passos atrás em relação aos padrões web. Eu não vejo nenhum outro fator decisivo nessa popularização. As ferramentas de codificação não ficaram semânticas e simples o suficiente para que um garoto de 7 anos consiga fazer uma página válida. Houve avanços é claro, mas desenvolver HTML de forma decente ainda exige saber o que se está fazendo. Pouquíssimos editores de HTML podem ser chamados de “bons”. Então não dá para atribuir a popularização dos padrões web a eles.

Google Desculpe também não atribuir estes avanços aquelas pessoas que bravamente lutaram em seus blogs para divulgar os padrões web (até mesmo porque me coloco nessa lista), mas o Google foi fundamental para este processo. Obviamente o papel dos blogs foi importante. Importante porque eles praticamente são a fonte de estudo da grande maioria dos desenvolvedores. Mas o papel do Google foi o de mostrar na prática (na pele e no bolso) para quem tem dinheiro (empresas e chefes empresários) os benefícios de estar nos primeiros resultados.

Como nós só seguimos algo pelo benefício que aquilo pode trazer ou pelo medo da coerção, medo da punição, ficar para trás nos mecanismos de busca é sinônimo de “perder dinheiro”. A ditadura dos primeiros 10 resultados impulsionou a popularização dos web standards. A relação custo x benefício deixou muito claro para muitas empresas as vantagens de se desenvolver sites semânticos. E isto está além de validação como os primeiros xiitas acreditavam.

Como está o Brasil nessa história?

A W3C possui um escritório no Brasil e procura estar presentes em eventos como o Campus Party. Essa proximidade é em partes a valorização e a popularização dos padrões no Brasil. Principalmente porque somos o segundo país do mundo em tempo de conexão e o segundo mais presente em redes sociais. Por mais que nem todos os portais sejam 100% semânticos (no sentido estrito do HTML), é difícil encontrar portais desenvolvidos em tabelas nos nossos dias. Argumento suficiente para a mudança de cenário certo?

Acho que nosso desafio em um futuro próximo mais latente e imediato deve ser a acessibilidade. Desenvolvedores experientes sabem que é possível ter um site bem indexado, otimizado para mecanismos de buscas e ainda sim com problemas de acessibilidade. Neste cenário falta pouco é claro, mas pode melhorar. Esse passo é algo mais complicado e precisaria de muita educação e um pouco de coerção.

Começando pela coerção, eu sugiro que o governo brasileiro pudesse punir todos os órgãos públicos que tivessem problemas com acessibilidade. Não vou entrar em detalhes dessa sugestão, é assunto muito complexo, mas já mostra um caminho. E essa punição deveria ser severa. O passo seguinte seria levar essa “lei” para sites de interesse público, turismo, etc. Algo mais difícil. Mas só isso seria suficiente para estimular empresas a quererem desenvolver de modo acessível, girando a economia daquelas empresas capazes de desenvolver com acessibilidade, e estimulando as periferias a fazer o mesmo. Só uma pincelada do que poderia ser feito.

Na Campus Party, a Lêda Spelta do Acesso Digital e Vagner Diniz, gerente do escritório da W3C no Brasil, apresentaram um painel sobre acessibilidade (veja foto abaixo). A palestra em si é o que muitos estão cansados de saber. Não adianta esperar nada de novo. Não existe nada novo para ser visto. O papel deles é o de popularizar o que já existe, a boa e velha acessibilidade. E se todos soubessem o que eles falaram no painel talvez o foco deles hoje seria bem diferente.

Lêda Spelta e Vagner Diniz no painel da W3C na Campus Party

Alguma tendência?

Hoje eu arrisco algumas coisas que os desenvolvedores deveriam se preocupar e algumas tendências que na verdade não são “novidades”, e sim caminhos que já se mostram verdes. São sugestões que eu acredito que contribuem para a evolução da web.

  • Não pare de estimular os padrões web. Ainda tem gente que nunca ouviu falar de SEO e acessibilidade;
  • Use RDF, Microformats, Geo feeds, KML e outros padrões XML based, não por que eles são o futuro definitivo, mas porque esses padrões fazem parte da revolução;
  • Não se esqueça especificamente da acessibilidade. Você ainda vai ganhar dinheiro com isso se souber o que está fazendo.
  • Popularizar os padrões web de forma simples e compreensível para aquelas pessoas que não colocam a mão no HTML diretamente, como os analistas de sistemas, programadores que pegam o HTML pronto, arquitetos da informação, marketeiros, atendimento e comercial, etc.
  • Desenvolvimento mobile. Comece com XHTML-MP!
  • Leia sobre usabilidade na web. Está intimamente relacionado com acessibilidade.
  • Morte ao IE6 Desinstale o Internet Explorer 6 da máquina de usuários comuns, (valeu o convite Dulça, este texto em partes é uma resposta ao seu convite!). Quanto menos pessoas usarem esse browser obsoleto melhor para o mundo inteiro.

Texto grande, como a muito tempo eu não escrevia. Mas eu não queria picar esta reflexão em mais de uma parte. Alguma consideração?

Comentários: 29

Molly Holzschlag no Internet Explorer team

Por: Henrique Pereira

Thursday 01 February 2007 às 10:11

Categoria: Internet / Web

Boa notícia que li esta manhã. Molly Holzschlag, a maior evangelizadora e diva dos web standards é contratada para trabalhar com padrões web e interoperabilidade com o time de desenvolvimento do Internet Explorer. Parece que o tio Bill Gates está mesmo interessado em elevar o nível do Internet Explorer.

Uma coisa podemos esperar: bons resultados virão no futuro em relação aos padrões web. Para quem não se lembra, a Molly é líder do Web Standards Project e estava na lista de blogueiros convidados a visitar a Microsoft e ter uma reunião de portas fechadas com Gates em dezembro do ano passado. E ela teve a oportunidade de conversar sobre webstandards pessoalmente com o dono da Microsoft . Agora ela integra o time responsável por implementar padrões no browser mais popular do mundo. Mais detalhes por ela mesma no IEBlog

Comentários: 14

Opera 9 disponível para download

Por: Henrique Pereira

Thursday 21 December 2006 às 15:25

Categoria: Internet / Web

Opera Confesso que tenho que me desculpar com os amantes do Opera por já ter falado bobeiras dele aqui. O Opera é um browser fantástico e com poucos usuários que está agora em sua nona versão disponível para download gratuito. Para ser sincero, tenho achado o Opera beeeemmm mais leve que o Firefox. O Firefox fica muito pesado (pelo menos mais que o Internet Explorer) principalmente em máquinas com hardware desatualizado. O Firefox tem os melhores Add-ons que eu já vi e isso é uma coisa que não me fez abandonar completamente e ir para o Opera.

O Opera tem gerenciador de download, leitor de feeds embutido (melhor do que o Live Bookmarks do Firefox), cliente para IRC, e agora ainda vem com integração com um cliente de bittorrent. A navegação é muito muito leve e a forma com que ele cacheia os sites é muito mais eficiente que o Firefox na minha opinião. O Opera possui seus Add-ons e extensions da vida disponíveis no Opera Widgets mas não possui um HTML validator por exemplo como o Tidy. Em termos de Add-ons ainda falta muito para o Opera alcançar o Firefox.

O Opera também é uma boa notícia em relação aos testes do Acid 2 do pessoal do Web Standards Project. O Firefox promete passar neste teste à partir da versão 3. Confessa que o mundo não será lindo no dia que todos os browsers passarem neste teste?

Comentários: 10

Campanha FEED-SE todo mundo e deixe o feed do jeito que você quiser

Por: Henrique Pereira

Thursday 23 November 2006 às 20:04

Categoria: Marketing / Comunicação, Pessoal

Porque eu quero é mais que todo mundo FEED-SE Você é dono do seu site certo? É você que tem interesse em atrair determinado tipo de público não é? Se você possui um modelo de negócios que inclui deixar o feed pela metade ou apenas um resumo dele, é um direito seu. Não se sinta acanhado por isso. Por esta razão eu estou lançando a campanha “FEED-SE todo mundo e deixe o feed do seu site do jeito que você quiser“. Seja o feed completo, seja o feed pela metade ou seja apenas um resumo. Apenas use FEEDS. Seja bem vindo a maior idade e que FEED-SE todos não importa como! O importante é o feed se popularizar. Por isso FEED-SE você e todos os seus amigos. Eu já converti alguns a utilizar o Bloglines e você?

Pessoas vão procurar o seu site pelo seu conteúdo, pelo que interessa a elas. Blogs são pessoas e idéias. Vivemos em um mundo livre e pessoas são livres para assinar e cancelar a assinatura de um feed, tem o direito de gostar ou de não gostar de algo, tem o direito de falar e de opinar. Eu leio dezenas de blogs todos os dias, blogs com feeds completos e com eles incompletos. Mas e se o feed de um site possuiu apenas o sumário, eu vou deixar de ler por causa disso? Bom, pessoalmente eu não vou deixar de ler o Berea Street só porque o feed dele não está completo no meu agregador. Se você acha que deve deixar de ler por causa disso, sinta-se livre. Apenas não deixe de usar FEEDS! FEED-SE YOURSELF! O mesmo vale para dezenas de outros blogs que eu leio. Pessoas possuem opiniões bem diferentes, por isso eu acho lindo blogar! Um dos caras com quem mais gosto de jogar conversa fora é o Bruno Torres, porque eu raramente concordo com alguma coisa do que ele diz. Torna o papo mais divertido e exercita a liberdade. Como já dizia o velho deitado, blogar é discordar em prosa.

Estou escrevendo isso porque é um assunto que vai além de simplesmente deixar ou não o feed do seu site completo, e sim da liberdade de deixar do jeito que você quiser. Ao menos que você seja à favor do registro dos usuários da internet e quer viver uma ditadura digital igual ao da China. Então discorde de mim, mas lutemos juntos pelo direito que temos de discordar até o fim um do outro, parafraseando Voltaire. Meu papel no dia à dia é trabalhar com os padrões web, implementá-los nos meus jobs, ensinar e treinar novos profissionais ensinado-os a fazer o certo e por ai vai. Você acredita que eu vou recomendar aqui no Revolução Etc um boicote ao Google só porque o código de HTML dele é o mais porco que eu já vi? Eu já até fiz campanha pra “converter” o Google, mas eu não deixaria de usá-lo (e de recomendá-lo) mesmo que ele ofendesse a minha mãe! E eu estou pouco me lixando para os sites com código porco, assim fica até mais fácil encontrar exemplos ruins de como não se deve fazer. E pode apostar que muitos deles ganham muito mais grana com um código porco simplesmente pelo conteúdo que tem do que qualquer um de nós que passa por aqui todo dia com nossos sites web standards compliant. Eu vou continuar ensinando que padrões web é o melhor caminho, vou continuar dizendo que usar o atributo style inline é um câncer (ainda que eu mesmo utilize escondido de vez enquando) mas não vou boicotar e nem estimular o boicote a sites que não seguem os padrões. Percebe a lógica? Saca?

Eu deixei o feed do meu site por inteiro esta semana inteira. Hoje eu resolvi escrever este texto e deixar apenas um sumário novamente como era antes. No passado eu já deixei o feed completo por um bom tempo. Depois do Feedburner e da facilidade de sumarizar o feed, eu mudei de idéia. Hoje eu mudei de idéia de novo. Amanhã eu posso mudar de idéia? Claro, espere por isso. Mas não hoje. Não quero que você concorde comigo, senão eu não teria ido contra a corrente. Tenho grandes amigos que pensam diferente, e o que eu gosto neles é que eu não preciso concordar pra ser amigo. Caso contrário eu seria um WASP (White, Anglo-Saxan and Protestant – Branco, ango-saxão e protestante) americano. Saca?

Comentários: 75

A reação da reinvenção do HTML: Vamos fazer um pouco de pressão?

Por: Henrique Pereira

Sunday 12 November 2006 às 10:15

Categoria: HTML / CSS / JavaScript

Fazer pressão foi o termo mais apropriado que encontrei para um texto recente escrito pelo Roger Johansson, Molly E. Holzschlag, Lachlan Hunt e revisado pelo Ian Hickson e também publicado no Web Standards Project (você que não lê em inglês pode ter acesso a uma tradução aqui) em reação ao texto do Tim Berners-Lee e que eu escrevi algo sobre isto aqui. Em resumo o texto convida todo mundo a dar voz sugerindo novas features ao desenvolvimento do HTML 5 já iniciado pelo WHATWG. Esta é a mais forte apologia já feita pelo Web Standards Project a uma padronização que não tenha surgido de dentro da W3C.

Os caras convidam você a assinar a lista de discussão do WHATWG ou então de alguma maneira escrever suas sugestões para o HTML 5 escrevendo no seu próprio site. Eles sugerem algumas questões como:

  • Há limitações com o HTML que gostaria de ver corrigidas?
  • Tem idéias sobre novas características / capacidades?
  • Há algo que possa fazer agora em HTML mas que gostaria de ver melhorado?
  • Tem alguma preocupação com o processo de desenvolvimento?
  • Tem algo a dizer sobre as novas características / capacidades nos atuais rascunhos?
  • Tem alguma pergunta a colocar sobre o HTML 5?

Toda esta história surgiu com as recentes críticas feitas em relação aos rumos da W3C iniciadas pelo Zeldman. Mais uma vez esse cara começou algo grande que pode dar uma nova roupagem para a W3C no futuro. Nos últimos tempos a W3C tem investindo muito mais em solução não voltadas ao mundo real (como a Molly mesmo disse) do que colaborado com o avanço de tecnologias interoperáveis o suficiente para serem utilizadas hoje, como Microformats por exemplo. Tim Berners-Lee escreveu um texto e em um trecho se refere ao WHATWG como “não tendo um processo ou responsabilidade final específica que mensure a si mesmo” (Trecho original: did not have a process or specific accountability measures itself). Reação? Leia o texto “Have Your Say about the Future of HTML” para ver.

Como eu escrevi anteriormente, eu achei Berners-Lee um pouco precipitado. Agora grandes nomes como Molly, Johansson e Lachlan Hunt estão convidando todos para dar continuidade no desenvolvimento do HTML, mas não os do Working Groups da W3C e sim o projeto iniciado por Ian Hickson, ex-W3C. Eu acredito que eles não estão se opondo a W3C em si, até mesmo porque a Molly é membro e uma grande defensora da instituição, mas esta iniciativa pode provar a teoria de que sugestões e iniciativas privadas em conjunto com os esforços de membros e não membros da W3C, as coisas podem sim andar e novos padrões podem surgir.

Só o tempo vai mostrar o quão longe esta pressão recente pode ir. O fato de solicitarem a colaboração do mundo inteiro em enviar sugestões não vai desvirtuar o processo mas servirá de brainstorming com certeza.

Comentários: 8

Discussão sobre os rumos da W3C

Por: Henrique Pereira

Tuesday 15 August 2006 às 13:53

Categoria: HTML / CSS / JavaScript, Internet / Web

<update:date="2006-08-29"> Meus chapas Bruno Torres e Diego Eis também escreveram sobre este assunto. Confira lá. </update>

Eu raramente abro espaço aqui exclusivamente para postar links mas não queria deixar essa discussão passar em branco por aqui até mesmo porque eu não vi ninguém citandos estes textos recentemente no Brasil. Os grandes homens (e mulher, a Molly é claro) que construiram a história recente dos padrões web estão discutindo os rumos que a W3C tem tomado enquanto instituição e expressam suas críticas, suas raivas (quem disse que uma ira momentânea não é uma forma de expressão válida e soa como xiitismo?) e suas esperanças.

Essa discussão não começou hoje, já é antiga e eu não sei quem de vocês a acompanham. Em resumo, a escola mais antiga dos padrões como Zeldman, Hixie, Meyer, Veen e Hoehrmann acreditam que a W3C tem abandonado o lema de Leading the Web to Its Full Potential… e até consideram que se a W3C não mudar seus passos, a comunidade internacional em torno dos padrões podem se organizar e encontrar progressos à parte como é o caso dos Microformats que encontraram seu espaço através da iniciativa pessoal do Tantek Çelic e de Eric Meyer (ambos figurinhas repetidas das especificações de CSS da W3C) na divulgação desses chamados padrões ermergentes. A Molly Holzschlag (Web Standards Project) tenta botar panos quentes na discussão defendendo os atuais rumos da organização em uma réplica ao texto do Zeldman.

Os principais links estão em ordem, e outros nem tanto e mesmo que foram escritos um pouco antes fazem todo sentido nesta discussão. Segue a ordem dos links que o Eric Meyer escreveu em seu próprio post. Assim que novos textos forem escritos eu atualizo essa lista.

Comentários: 10

Sobre o Revolução Etc

Henrique Costa Pereira O Revolução Etc é o site pessoal do Henrique C. Pereira que trabalha com design de interfaces, planejamento, arquitetura da informação e desenvolvimento para web. Ele escreve aqui sobre várias coisas relacionadas com acessibilidade, web standards, tecnologia, desenvolvimento e o que mais der na telha, além de eventualmente escrever alguma coisa ou outra para o Webinsider. Leia mais.

Publicidade

  • Banner
  • Banner

Henrique Costa Pereira - Revolução Etc - (CC) Alguns Direitos Reservados - Powered by WordPress

O conteúdo deste site de autoria de Henrique Costa Pereira está sob a licença de Creative Commons Atribuição-Uso Não-Comercial-Compartilhamento pela mesma Licença 2.5 Brasil. Permissões e/ou restrições além do escopo desta licença podem ser vistas e/ou requeridas na minha página de licença.

Nenhum conteúdo deste site pode ser copiado e reproduzido em outro site sem autorização do autor! Mais detalhes aqui!

Powered by WordPress