Web Standards? E agora José?

I heart Web Standards Eventualmente converso com algumas pessoas “das antigas” sobre os famosos padrões web, sobre boas práticas de XHTML e CSS e sempre fico me perguntando onde chegamos e para onde estamos indo. Este texto é uma reflexão sobre isso. O que já alcançamos e o que está pela frente.

O passado

Não vou contar de novo a mesma história mas vou resumi-la. A primeira grande guerra dos browsers transformava a vida dos desenvolvedores em um inferno, onde para fazer um site rodar no maior número possível de versões de navegadores era necessário muitas gambiarras, trechos de códigos redundantes etc. Tudo para deixar o mesmo site o mais igual em diferentes navegadores. Esta foi a forma humana mais básica de sentir na pele a necessidade de padrões de desenvolvimento para a internet. Se você não viveu esta época como desenvolvedor, agradeça!

Naquela época desenvolver sites usando tabelas era o caminho mais fácil para fazer um site ser renderizado de forma mais parecida possível em vários navegadores. A popularização e o refinamento das ferramentas visuais de desenvolvimento de HTML ou os chamados editores WYSIWYG também foram outro fator que contribuiu para a popularização do HTML e do desenvolvimento fora dos padrões, visto que estes editores priorizavam a aparência do site renderizado no navegador em oposição a qualidade do código gerado. Esta foi a época do design pelo design.

A virada

Logo da W3C A história mostrou para aqueles vovôs da internet na pele algo que doía muito. Gastar tempo e esforço criando códigos redundantes por causa da indústria dos browsers. As pessoas das gerações seguintes, muitas delas, aderiram ao movimentos dos web standards e começaram a desenvolver de forma criativa seguindo os padrões de HTML e CSS da W3C. Surgia uma nova era.

Várias referências na web ficaram conhecidas pelos esforços em popularizar o desenvolvimento seguindo os padrões como o A List Apart, Web Standards Project, Jeffrey Zeldman, Dave Shea, Molly Holzschlag além de Tantek Çelik e Eric Meyer também conhecidos a pouco pelos avanços em Microformats, dentre vários outros. No Brasil os mais populares foram o site do Maujor e o Tableless. No geral o papel que eles tiveram foi o de pressionar a indústria (funcionou apenas em partes) ao chamar a atenção para técnicas de desenvolvimento em CSS, evitando hacks (sim evitando) e usando HTML de forma semântica, em oposição as infames tabelas. O principal valor que todas estas referências tiveram foi o de influenciar e o de liderar essa influência através do ensino de HTML e CSS de forma simples e prática.

Hoje, agradeça aos mecanismos de busca (sic)

Hoje a situação é infinitamente melhor do que a 5 ou 7 anos atrás. Antes era comum pessoas torcerem o nariz ao ouvirem “desenvolver código na mão“. Hoje isso é compreensível. A principal razão da popularização dos web standards foram os mecanismos de busca, mais especificamente o Google e a corrida de ouro que se tornou o SEO. Um site com melhor semântica de HTML ganha pontos nos primeiros resultados de busca.

Sem a popularização dos mecanismos de busca, o mundo inteiro estaria alguns passos atrás em relação aos padrões web. Eu não vejo nenhum outro fator decisivo nessa popularização. As ferramentas de codificação não ficaram semânticas e simples o suficiente para que um garoto de 7 anos consiga fazer uma página válida. Houve avanços é claro, mas desenvolver HTML de forma decente ainda exige saber o que se está fazendo. Pouquíssimos editores de HTML podem ser chamados de “bons”. Então não dá para atribuir a popularização dos padrões web a eles.

Google Desculpe também não atribuir estes avanços aquelas pessoas que bravamente lutaram em seus blogs para divulgar os padrões web (até mesmo porque me coloco nessa lista), mas o Google foi fundamental para este processo. Obviamente o papel dos blogs foi importante. Importante porque eles praticamente são a fonte de estudo da grande maioria dos desenvolvedores. Mas o papel do Google foi o de mostrar na prática (na pele e no bolso) para quem tem dinheiro (empresas e chefes empresários) os benefícios de estar nos primeiros resultados.

Como nós só seguimos algo pelo benefício que aquilo pode trazer ou pelo medo da coerção, medo da punição, ficar para trás nos mecanismos de busca é sinônimo de “perder dinheiro”. A ditadura dos primeiros 10 resultados impulsionou a popularização dos web standards. A relação custo x benefício deixou muito claro para muitas empresas as vantagens de se desenvolver sites semânticos. E isto está além de validação como os primeiros xiitas acreditavam.

Como está o Brasil nessa história?

A W3C possui um escritório no Brasil e procura estar presentes em eventos como o Campus Party. Essa proximidade é em partes a valorização e a popularização dos padrões no Brasil. Principalmente porque somos o segundo país do mundo em tempo de conexão e o segundo mais presente em redes sociais. Por mais que nem todos os portais sejam 100% semânticos (no sentido estrito do HTML), é difícil encontrar portais desenvolvidos em tabelas nos nossos dias. Argumento suficiente para a mudança de cenário certo?

Acho que nosso desafio em um futuro próximo mais latente e imediato deve ser a acessibilidade. Desenvolvedores experientes sabem que é possível ter um site bem indexado, otimizado para mecanismos de buscas e ainda sim com problemas de acessibilidade. Neste cenário falta pouco é claro, mas pode melhorar. Esse passo é algo mais complicado e precisaria de muita educação e um pouco de coerção.

Começando pela coerção, eu sugiro que o governo brasileiro pudesse punir todos os órgãos públicos que tivessem problemas com acessibilidade. Não vou entrar em detalhes dessa sugestão, é assunto muito complexo, mas já mostra um caminho. E essa punição deveria ser severa. O passo seguinte seria levar essa “lei” para sites de interesse público, turismo, etc. Algo mais difícil. Mas só isso seria suficiente para estimular empresas a quererem desenvolver de modo acessível, girando a economia daquelas empresas capazes de desenvolver com acessibilidade, e estimulando as periferias a fazer o mesmo. Só uma pincelada do que poderia ser feito.

Na Campus Party, a Lêda Spelta do Acesso Digital e Vagner Diniz, gerente do escritório da W3C no Brasil, apresentaram um painel sobre acessibilidade (veja foto abaixo). A palestra em si é o que muitos estão cansados de saber. Não adianta esperar nada de novo. Não existe nada novo para ser visto. O papel deles é o de popularizar o que já existe, a boa e velha acessibilidade. E se todos soubessem o que eles falaram no painel talvez o foco deles hoje seria bem diferente.

Lêda Spelta e Vagner Diniz no painel da W3C na Campus Party

Alguma tendência?

Hoje eu arrisco algumas coisas que os desenvolvedores deveriam se preocupar e algumas tendências que na verdade não são “novidades”, e sim caminhos que já se mostram verdes. São sugestões que eu acredito que contribuem para a evolução da web.

  • Não pare de estimular os padrões web. Ainda tem gente que nunca ouviu falar de SEO e acessibilidade;
  • Use RDF, Microformats, Geo feeds, KML e outros padrões XML based, não por que eles são o futuro definitivo, mas porque esses padrões fazem parte da revolução;
  • Não se esqueça especificamente da acessibilidade. Você ainda vai ganhar dinheiro com isso se souber o que está fazendo.
  • Popularizar os padrões web de forma simples e compreensível para aquelas pessoas que não colocam a mão no HTML diretamente, como os analistas de sistemas, programadores que pegam o HTML pronto, arquitetos da informação, marketeiros, atendimento e comercial, etc.
  • Desenvolvimento mobile. Comece com XHTML-MP!
  • Leia sobre usabilidade na web. Está intimamente relacionado com acessibilidade.
  • Morte ao IE6 Desinstale o Internet Explorer 6 da máquina de usuários comuns, (valeu o convite Dulça, este texto em partes é uma resposta ao seu convite!). Quanto menos pessoas usarem esse browser obsoleto melhor para o mundo inteiro.

Texto grande, como a muito tempo eu não escrevia. Mas eu não queria picar esta reflexão em mais de uma parte. Alguma consideração?

  • http://www.brunodulcetti.com/blog/ Bruno Dulcetti

    Boa meu nobre.

    Sobre o Google (ok, mecanismos de busca, mas não adianta: é Google e ponto) e os blogs, é meio bizarro falar, mas realmente o Google é o verdadeiro responsável, pois os blogs, em grande parte, foram descobertos por causa do Google. Claro que ficamos sabendo de outros por boca a boca também, mas isso é quando são mais conhecidos de outros e tudo mais.

    Eu acredito que a "história dos padrões" começou na mudança de hábito e de pensamento dos desenvolvedores. E é assim mesmo que tem que começar, porque os desenvolvedores são a raiz disso tudo. Não adianta falar pra um caboclo que não sabe nada disso, que semantica, acessibilidade são fundamentais, se o cara que cria isso não faz. Que navegador tal é legal e melhor, porque não existem argumentos plausíveis.

    E eu acredito que em um longa data, infelizmente, passará dos desenvolvedores para os usuários comuns. Mas mesmo assim, por causa da evolução dos navegadores, máquinas e Sistemas Operacionais e não somente pela vontade, etc, dos usuários.

    E o futuro é por ae o que você falou por último: usabilidade, acessibilidade, etc. Investir tempo de estudo em dispositivos móveis, não somente iPhone, Microformats (espero que esse maldito ganhe logo força :) )

    E eu acho também, por mais que eu seja esquartejado por isso, que o caboclo não fique abismado, obsecado pela validação somente, e sim, dar valor à semântica do código e esses fatores citados.

    Aquele abraço meu nobre. Mandou bem.

  • Lucas Petes

    Henrique, te conheci la na cparty [lembra?! duvido ;D]. Acompanhei seu blog por um booom tempo e foi parte importante do 'final' do meu aprendizado dos padrões.

    Bom, nunca disse, mas parabéns pelo trabalho, pelo blog e por tudo isso que foi importante SIM pela evangelizacao de uma serie de desenvolvedores.

    Concordo que o google tenha sido a força que pressionou, que fez muita gente sair da zona de conforto e resolver fazer a coisa como deve ser.

    A expansão do share do firefox e as sucessivas dores de cabeça para compatibilizar os sites nos dois mundos [browsers de verdade e IE6] também foram fatores importantes.

    Olhando pra frente, talvez você possa continuar esse post com o que vem [e ta vindo] por ai com o html5. Muitas das modificações serão importantes para a semantica do codigo, aprendizado e manutenção do código. ter as tags de video, audio e canvas também representam a substituicao do flash pra muitas aplicações.

  • http://www.fracazo.com.br fracazo

    Belo texto, definitivamente ainda tem muita gente usando tabela pra desenvolver sites, e que não dao a minima… para os padrões web, penso talvez que alguns empresários do ramo que não estimulam a aplicação de tableless por ter que mudar todo o sistema, ou até por não agregar valor ao cliente. Enfim, a w3c esta aí, e código limpo já não é tendência é obrigação!

  • Cleiver

    Boa cara!

    Estou trabalhando no desenvolvimento de um sistema web para o governo atualmente, mas a "arquitetura" foi fornecida pelos analistas do órgão e cara… da vergonha ver um código daquele e dizer que trabalho naquilo. Nada acessível. Nada semântico. Nada tudo. Eu nunca vi algo tão escroto assim antes, nem no século passado.

    Concordo que o Governo tinha que fazer algo assim no seus sites. Trabalho com um cara que foi da Marinha e ele diz que os melhores sites de lá foram feitos no Dreamweaver. :P

  • http://juarezpaf.com Juarez P. A. Filho

    Ótimas considerações Henrique…

    O Google foi e continuará sendo responsável por muitas das evoluções e padrões a serem seguidos, mas acredito que os avanços nessa área aconteceram por causa desses nomes que você citou no artigo e uma pancada de outros blogs/sites que disponibilizaram conteúdo para isso, pois se todos conteúdos interessantes e bem produzidos fossem pagos ou fechados o Google não poderia nos servir.

    Sem dúvida os grandes esforços do Google são notáveis, mas as pessoas que foram responsáveis por todo o material disponível online, então, devemos dar praticamente a mesma importância.

    Com relação aos editores HTML realmente ainda deixam a desejar, mas você já chegou a testar o Coda do pessoal da Panic.com? Sua interface é muito boa, possui várias ferramentas que auxiliam na produtividade e vem com vários livros para referência embutido.

    Na lista de tendências eu acrescentaria "Design centrado no usuário" que é um assunto pouco explorado, mas que deve estar ganhando maior relevância num futuro próximo.

    Artigo Supimpa. :)

  • Felipe

    muito boa reflexão… rezo sempre pela morte do ie6 ahuahaua, falando em ie, vc chegou a ver a nova versão do 8???

    abraços

  • http://www.ronaud.com Ronaud Pereira

    Oi Henrique

    Muito legal ficar por dentro do evento através do seu ponto de vista. Acredito que por mais avançada que esteja a internet, no fundo, ainda estamos engatinhando. Estamos longe de ver o conceito de acessibilidade completamente implementado nos sites. Quem dirá nos celulares. Há muito o que se fazer ainda.

  • http://portaldohost.com.br Blog do Host

    Com certeza. E o exemplo devia partir de portais como o uol, terra… que demoraram muito, a meu ver, para seguirem as normas.

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  • Paulo de Tarso F. M.

    Muito boa reflexão.

    Foram colocados ótimos argumentos que podem ser utilizados na "alfabetização" daqueles que ainda não sabem o que é, o que faz e como se faz um site padronizado. E ainda aqueles que sabem, mas insistem em manter a postura (estúpida) de "radical".

    Acho que uma das maiores dificuldades nesse processo é justamente convencer os desenvolvedores dos benefícios em construir um site sem as tabelas para estruturar o mesmo. É difícil convencê-los que o desenvolvimento de um site não envolve apenas prazos e dinheiro. Há elementos que caminham paralelamente, e que NÃO PODEM SER IGNORADOS!

    Quanto aos sites governamentais, cheguei a ouvir há um certo tempo, lá na Faculdade (Desenvolvimento Web, IBTA/SP), que já existe uma certa regulamentação que abordam essas questões como a acessibilidade. Nada mais óbvio, afinal, a Internet é pública, é um direito de todos! Infelizmente o ser humano só se conscientiza diante de certas obrigações, quando há regras, ao passo que acessibilidade não deveria ser "cobrada" da maneira que é hoje, isso já deveria partir de cada um, voltando-se para um lado mais humano, mais sentimental. Isso se chama "amar ao próximo".

    Bom, muito bom seu texto, Henrique. Utilizarei alguns conceitos descritos aqui para me auxiliarem na "alfabetização".

    Até!

  • Jeferson Zanim

    Primeiramente gostaria de dizer que trabalho com desenvolvimento para a plataforma web e na maioria dos projetos tenho o desprazer de implementar aplicações compatíveis com o IE6. Mas a sugestão "Desinstale o Internet Explorer 6 da máquina de usuários comuns" é de longe uma das atitudes mais extremadas e preconceituosas que eu ja vi. Eu concordo que é nosso dever conscientizar os usuários dos benefícios de se utilizar navegadores mais recentes e mais eficientes. No entanto, a liberdade de opnião deve prevalecer. Como você se sentiria se você trabalhasse em uma empresa onde seu chefe fosse um evangelizador da Microsoft e proibísse você de utilizar outros navegadores que não fossem o IE? Se não somos capazes de convencer o usuário dos benefícios de abandonar o uso do IE6, então não nos cabe desinstalar o navegador que ele utiliza, mas sim aprendermos a demonstrar o valor que um produto pode oferecer. O mesmo vale para o desenvolvimento de sites semânticos e acessíveis. Que cada empresa e instituição desenvolva sites melhores quanto a sua eficiência, acessibilidade e navegabilidade, mas não porque existe uma lei, mas sim porque eles exergam o real benefício para a empresa e para a sociedade. Tirando a parte do radicalismo, achei o conteúdo do tópico interessante, principalmente pela disposição cronológica. Também achei bastante perspicaz lembrar os desenvolvedores de que a poucos anos atrás as coisas eram muito mais difíceis, e que devemos continuar disseminando a mudança.

  • Rodrigo Teixeira

    Olá Henrique, tudo bem?

    Ótima reflexão sobre os padrões web no atual momento. Como você mesmo disse no Twitter, a #cparty realmente deve ter deixado marcas e deve ter sido realmente inspiradora. Como comentei no artigo da Alê Mazzariolli no Webinsider, acredito que os padrões web chegaram já em uma fase de maturação e isso se mostra claramente na quantidade de websites e portais comerciais que adotaram a política do código limpo. Isso é motivo para comemorar.

    Acredito que a questão da acessibilidade terá mais destaque daqui para frente (seja no desktop ou aplicativos mobile) e será uma constante gradual principamente com o lançamento da segunda versão do WCAG. Vamos aguardar para ver!

  • http://www.alvoconhecimento.com.br Daniel Accorsi

    Olá Henrique!!

    Texto grande?? Cara, unca hesite em escrever o que pensa e a forma de expor. Com certeza ficaria um tanto "picado" se separasse em duas partes.

    Bom, sobre o conteúdo é o seguinte. Eu também fiz parte daqueles que desenvolveram em tabelas para tentar acompanhar a diferença de renderização entre navegadores (quando havia essa preocupação). E é aí que entra o foco de meu comentário. A preocupação de fazer um site padrão para todos os navegadores, mesmo na época das tabelas, era pouquissima, você deve se lembrar. O IE predominava, o Netscape ainda estava no auge e era praticamente esse o universo. Isso não é justificável a falta de compromisso de muitos dos antigos desenvolvedores, apenas não havia essa visão de "standart" (tanto). A coisa só complicou quando apareceram de fato os outros browsers e a necessidade que antes existia (pouco) só cresceu…. monstruosamente.

    Abraçao e sucesso!!!

  • http://www.chrisb.com.br/blog/ Chris Benseler

    RDF, Microformats e demais formas de distribuir conteúdo, ao meu ver, são os próximos pontos que entrarão em foco nessa guerra toda!

    []s!

  • http://www.estevaolucas.com.br Angelo

    Gostei da parte que fala "Desinstale o Internet Explorer 6 da máquina de usuários comuns," "Quanto menos pessoas usarem esse browser obsoleto melhor para o mundo inteiro."

    =D

    Microsoft criou esse browser pensando em sacania os desenvolvedores kk so pode

  • http://www.agenciaenfase.com.br/ Murilo

    Olá parabens pelo post.

    Então CSS , XHTML o pessoal está cansado de saber , hoje o mercado já está bem encaminhado.

    Já acessibilidade , usabilidade , acho que ainda está muito fraco.

    Algumas agencias tem o foco muito ridiculo as vezes de interagir com o mercado , usam algumas palavras apenas como marketing , e não se preocupam muito com os conceitos dessas tendências.

    Fora a falta de planejamento é uma coisa comum , para adotar tendencias e criar soluções que vão agregar valor ao produto , digo isso agregar valor por um bom tempo , não somente por um tempo só depois acaba que fica totalmente desatualizada e fora dos conceitos novos.

    Na minha humilde opinião acho que as vezes fica na mão do planejamento dos projetos como conduzir as soluções.

    O desenvolver em si tem que trabalhar na ideia do planejamento , pois uma coisa é adotar tendência por moda mesmo sem meias palavras , e outra coisa é planejar o que vai fazer e adotar tendências e padrões para agregar valor aos projetos por um tempo maior.

    abraços.

  • Dennis

    Gostaria de indicações de alguns LIVROS para aprender e aplicar os Padrões Web.

    Obrigado!

  • Ricardo Oda

    Boas,

    Cara são demais as suas matérias…

    Venho te seguindo no twitter e acompanhando o seu Blog.

    Sou novo nesse mudo WEB e a cada dia estou aprendo um pouco mais sobre tudo isso.

    Fui responsabilizado pela administração de uma ferramenta de Busca corporativa e estou sendo obrigado a aprender mais sobre WEB Standards e afins….

    Encontrei aqui várias referências que me ajudaram muito…

    Obrigado!

  • Pingback: Achados na web #36 » Ladybug Brasil - Sobrevôos, descobertas, achados.()

  • Fabricio Oliveira

    Muito bom o post… Pena que poucos empresários sabem sobre os padrões e o que eles podem ganhar com isso, várias vezes clientes pedem coisas ultrapassadas, que hoje não é mais usado, duro mesmo é explicar o por que! rsrs!

    Não sei se já ouviu falar sobre uma campanha que o imasters esta fazendo, para acabar com o ie6 http://imasters.uol.com.br/crossbrowser/pt-br/ é uma boa forma de abordar usuários do ie6.

    Valeu! Paz!

  • http://www.sandrooliveira.com Sandro Oliveira

    Hoje estamos em um patamar considerado de evolução web. O que acontece é quando o cliente insiste, briga, impõe as coisas.

    Digo isso pois trabalho em uma empresa terceirizada e prestamos serviços para um órgão do Governo Federal e o que vemos todo dia é o cliente infringir suas próprias regras.

    Acho que aliado a tudo isso Henrique deve-se continuar a luta de "evangelização" dos clientes, sei que nem todos são assim, mas na área pública são e tudo isso pelo simples fato de não terem que gerar receita e nem mexer em seus bolsos.

  • Rodrigo Varandas Fer

    Passei aqui para deixar um alô aos profissionais deleitos do CSS e Xhtml / Xhtml-MP.

    Sou de Brasília e vejo uma grande defeciência nas agências de publicidade "WEB", enorme falta de informação, cursos, seminários sobre padrões web "W3C" e desenvolvimento Mobile Web.

    Não temos nenhum "CURSO" aqui na capital sobre desenvolvimento para celular, nem o básico.

    Parece até que desligaram a internet de Brasília.

    Grande abraço Enrique!

    Seu Blog é único. Parabéns!

  • http://www.acessibilidadelegal.com Marco Antonio de Que

    Oi Henrique.

    Parabéns mais uma vez!

    Claro que o Google é o grande propulsionador dos padrões web no mundo, mas… se os padrões não fossem os padrões, o melhor produto do mercado para desenvolvermos nossos sites, se ele não proporcionasse as vantagens que proporciona, poderia o Google ter 10 vezes a força que tem que os padrões não vingariam. Aliás, consideramos padrões não somente o código com zero erro e sua semântica, mas a separação entre a apresentação e conteúdo faz parte desse todo que é tão importante para a acessibilidade web pela qual o amigo tanto ajuda a difundir.

    Como a maioria das tecnologias assistivas para pessoas com deficiência precisam dos padrões para funcionar, como a base dos padrões de acessibilidade na web são os próprios padrões web e a idéia do seu criador é a universalidade de acesso… acho que o Google com todo o seu poder está "apenas" dando o empurrão naquilo que não tinha como não acontecer. Os padrões web acontecem, embora os padrões de acessibilidade ainda custem um pouco. Mas isso se deve ao fato das pessoas terem criado uma cultura de que acessibilidade web são apenas para pessoas com deficiência.

    Tenho um amigo que mora no Vidigal, uma favela aqui do Rio. Ele navega na web com uma conexão Virtua de 3 megas compartilhada com mais 34 usuários. É o famoso "gato". Páginas em flash não são carregadas, páginas fora dos padrões em geral levam o maior xingamento de todos e o sorriso vem para nós! Não existe ninguém com deficiência na casa dele e nas outras 34 famílias que compartilham a conexão. Acessibilidade na web também é acesso rápido para todos.

    Tenho todos os dias me surpreendido com a quantidade de profissionais que já utilizam os padrões web, ou temtam! Os CMSs cada dia mais estão aderindo às web standards, embora ainda não considerem isso para suas administrações. Como sabe, desenvolvi meu blog no Word Press e agora estou fazendo acessibilidade na administração do Joonla junto com o Fábio Gameleira, que está mexendo em todo o código na versão 1.5.9. Tenho amigos cegos que já administram sites no Drupal, ontem testei um chat com Ajax acessível, enfim… Ando animado com o andamento das coisas… Será que tudo isso foi só o Google? Você não disse isso, mas como costumo sempre viajar na maionese, deixei meu pequeno recado nesse blog que admiro com seu dono!

    Abraços acessíveis e parabenizantes do MAQ.

  • http://www.bernardocollet.com/2010/ Bernardo Collet

    Ouvi dizer que alguns de nós, que trabalhamos com web, estão fazendo uma campanha a favor da morte do ie6.. será que temos material para alavancar a campanha?

  • http://muriloandrade.zip.net murilo

    muito bom seu artigo. Ele me ajudou muito ja que estou escrevendo um texto sobre o mesmo tema e que vou publicar no meu blog em breve