Quem deve se preocupar com os padrões web?

De tempos em tempos eu gosto de revisitar algumas questões relacionadas ao meu próprio trabalho mesmo que elas façam parte de um processo de iniciação. Entre estes assuntos trata-se dos web standards ou em português “padrões web”. Convivendo com várias pessoas entre elas clientes, profissionais, empresários e blogueiros, eu percebo diferentes interpretações de como eles entendem e lidam especificamente com os padrões web quando ouvem falar e também na forma com que compreendem os textos relacionados a este assunto que podemos encontrar por aí em livros e artigos espalhados pela web. E a pergunta que estou fazendo é: “quem deve se preocupar com os padrões web?”.

O tipo de “discurso” que pode ser encontrado aqui no meu site e em dezenas de outros é direcionado a um público muito específico e que nos últimos anos tem atraído um interesse muito grande por profissionais de outras áreas, principalmente empresários. Lidar com os padrões web já não é mais algo marginal ou restrito somente a alguns geeks. Ultimamente eu tenho visto os web standards como uma grande banda de Rock alternativo que tinha um público muito restrito e que rapidamente adquiriu uma fama gigantesca e se tornou pop. Hoje ela já pode ser encontrada no palavreado do pessoal do marketing, vendas, redatores etc.

Quando um assunto específico de uma área específica ganha dimensões maiores do que o próprio nicho que fazia parte originalmente, este assunto tem grandes chances de ser vinculado a uma linguagem mais marketeira e ser mais visto como uma buzzword do que realmente ele é na verdade. Os diferentes “discursos” também contribuem para criar um bom ou mau estigma sobre o assunto. Isso acaba trazendo algumas situações chatas para os profissionais especialistas da área que se o assunto web standards continuasse a fazer parte apenas de um nicho de geeks, estas situações não existiriam. O resultado final em alguns casos se parece com uma histeria coletiva sem propósitos.

Os NÃO especialistas sobre padrões web em uma agência, geralmente são os programadores, gerentes de projetos, empresários, redatores, publicitários, pessoas do departamento comercial e vários outros tipos que precisam lidar com os profissionais responsáveis pela implementação da markup (HTML) e do CSS em um site, até mesmo para que eles possam entender todo o processo da própria empresa. Mas cada um destes profissionais não especialistas tem visões diversas sobre o que é trabalhar com os padrões web. Isso depende de quais foram as fontes de informação pela qual eles descobriram os padrões e até mesmo da personalidade de quem lhes apresentou. Em partes, a culpa por desvios da real compreensão de alguém do que são os web standards podem ser minha e sua. Podemos ser os culpados.

Acredite, nós podemos ser os culpados pela falta de compreensão de clientes e colegas de trabalho sobre o que são os padrões web.

Falar sobre web standards com profissionais especializados nesta área é completamente diferente de falar com os outros profissionais envolvidos no processo. A linguagem e os objetivos são diferentes. Os gerentes de projetos querem saber apenas se aquilo vai reduzir o custo e aumentar a produtividade do projeto, o empresário só quer saber se isso vai agregar algum benefício para o produto final e junto com o departamento de marketing, querem saber como isto pode ser vendido e agregar valor a empresa. O programador só está interessado se o HTML que você entregar vai facilitar a vida dele na hora de utilizar as classes que já vem prontas no Visual Studio ou com as próprias classes que ele já criou antes para facilitar a própria vida. E ainda tem aqueles que só se importam com o design e o conteúdo do site, e se um site “funciona”, não interessa o código que está por trás, o importante é funcionar e ser entregue no prazo.

Cada um destes envolvidos terá uma relação de amor e ódio com o seu trabalho de forma diferente. E isso é natural. Imagine o meu texto sobre o atributo style nas mãos de cada um destes profissionais. Qual a reação que cada um deles poderia ter? Você consegue imaginar? Em um site como o Revolução Etc, o discurso tende a ser direcionado na maioria das vezes para aquele público que já está convencido da real utilização dos padrões e quer refletir sobre os diferentes aspectos que fazem parte disso como atributos, tags, browsers, usabilidade, acessibilidade, nomeclaturas, CSS e por ai vai. Um texto dizendo que o atributo style não deve ser utilizado de forma alguma com um doctype strict tem um foco e um público muito restrito, pode ser extremamente esclarecedor para alguns e soar completamente como apocalíptico para outros, e tudo vai depender do público.

Dependendo de quem coordena o seu projeto, ele está pouco interessado em saber se você vai ou não utilizar um workaround sujo para entregar logo o projeto, porque não é da competência dele saber isso e nem sugerir isto a você. Isso é responsabilidade do web designer. Alguns web designers ficam completamente satisfeitos de simplesmente entregar o projeto a tempo e funcionando, sem nenhum erro de renderização, mesmo que ele seja todo construído em tabelas cheio de estilos e javascript inline. Cada um na sua praia.

Gosto de comparar isto com a relação existente entre paciente e médico. O paciente geralmente fica satisfeito por ser curado mesmo que seja com placebo. No final das contas ele não quer saber se o medicamento que receitou a ele realmente possuiu propriedades medicinais ou não, o que ele quer é a cura. Mas duvido que a comunidade médica internacional vai aceitar um profissional cujo único método seja isto, receitar placebos. Mesmo que ele “cure” seus pacientes. Dentro de uma agência web você pode ser o profissional placebo, que entrega tudo certinho, bonito e funcional, do jeito que o cliente queria, utilizando os métodos de desenvolvimento mais obsoletos existentes no mercado. Em termos de marketing é o mesmo que empurrar para seus clientes aquele celular grandão de 10 anos atrás simplesmente justificando que é um bom aparelho e que ele funciona perfeitamente e é bastante eficiente quando trata-se de “falar ao celular”. Ou até mesmo oferecer uma vitrola justificando que possuiu uma agulha perfeita para ler discos de vinil.

Voltando a pergunta inicial; quem deve se preocupar com os padrões web? É de responsabilidade do web designer conhecer sua própria metodologia de trabalho, saber justificá-la e saber validar isso com os outros profissionais envolvidos no projeto e deixar claro o que faz e o que não faz parte do processo. Não é obrigação do seu chefe, do seu gerente, do marketing, do departamento de conteúdo ou de vendas justificar a metodologia de implementação do HTML e do CSS. Você deve saber justificar a eles isso em uma linguagem clara, provando e exemplificando os reais benefícios da sua metodologia.

Muitas pessoas vão se opor sobre vários detalhes de se trabalhar com os padrões web como eu disse anteriormente. Muitos vão justificar que o conteúdo de um site é mais relevante do que se preocupar com estas coisas. Outros vão dizer que um design bonito vale muito mais do que 1000 linhas de código limpo. Pessoas assim pensam que uma coisa anula a outra por não compreenderem todo o processo de desenvolvimento de um site, como se um site com ótimo design, ótimo conteúdo e dentro dos padrões não pudessem conviver juntos e pacificamente. Eu pessoalmente ganho a vida e sou pago para me preocupar especificamente com isso, ser detalhista e pensar nas melhores soluções, e saber mensurar cautelosamente as vantagens de se trabalhar com os web standards. É minha função também saber comunicar com clareza a importância de certos detalhes que justificam esta metodologia de trabalho aos outros profissionais envolvidos para que eles entendam ao invés de empurrar goela abaixo. Quem gosta de placebo que me desculpe.

21 Responses to “Quem deve se preocupar com os padrões web?”

  1. Rafael Marin

    Acabei de receber aqui no meu Bloglines e corri para ler o artigo.

    Parabéns pelo ótimo artigo e pelo trabalho aqui no site.

    Abraços

  2. Adriano Melo

    Eu só não apoio muito essa tua noção de que programador é o cara do visual studio e pronto. acho que o programador tem um papel tão importante para os web standards quanto os designers. desde saber usar o dom com um (x)html semântico até gerar um feed.. afinal os padrões web não se restrigem ao css+(x)html, certo?

  3. "Eu pessoalmente ganho a vida e sou pago para me preocupar especificamente com isso"

    Era exatamente o que eu iria responder. Para o programador, quanto MENOS HTML ele tiver que gerar, melhor. Se na estrutura da empresa há um designer com conhecimentos maiores que um bom senso estético e um rudimento de Dreamweaver / Photoshop, todo mundo lucra, pois fazemos nossos programas cuspir um XML padronizado, e o resto é por conta de vocês.

    Acredite, programadores ODEIAM mexer em layout, formatar textos, essas coisas.

    O problema é que é difícil achar essa estrutura. Na maioria das despesas design é um custo pontual, sendo que o frila será chamado para fazer leves alterações (de graça) durante anos, se não chiar da primeira vez.

    Ou então contratam uma pós-adolescente primeiro-anista de um curso de belas-artes, que vai gerar um layout em photoshop, e o programador (que já está com os prazos estourando) que se vire para implementar.

  4. Meu caro Henrique, concordo com o Adriano. Sou programador e não me vejo dispensado de assimilar muito bem os webstandards. Isso tem enriquecido muito o meu trabalho. Mas entendo a sua colocação: em última instância quem responde pela marcação de dados é o webdesigner. Gostei do artigo.

  5. Muito bom. Eu como freela confesso que é meio difícil explicar o porque usar os padrões web em um determinado site, do que um site full-flash.

    Acessibilidade, Desempenho, Flexibilidade, são assuntos um pouco difíceis de se explicar para quem não é da área. Hoje em dia eu nem cito mais W3C quando converso com os clientes, pois não adianta…

    Não são todos, mas muitos realmente enxergam o site apenas em sua forma visual, um código limpo e bem desenvolvido, cabe apenas para nós desenvolvedores analizar.

    Se eu fizer um site inteiro em tabela, que rode no IE, e com um visual bonito, o mesmo vende sem problemas. Mas depois que eu deixei um site com 1/5 do seu tamanho anterior (em tabelas), os webstandards se tornaram fundamental para qualquer projeto meu.

    valeu

  6. Douglas d'Aquin

    tenho que discordar 100% com o comentário acima… se você não consegue vender o site standard, é porque há algo de errado com o seu argumento… existem vários e todos plausíveis, basta saber explicar.. procure se aprofundar mais, e vai ver que isso vai mudar…

    no começo aqui onde eu trabalho, confesso que era difícil sim vender a idéia, ainda mais que eu não tinha respostas para muitas perguntas… hoje é fácil explicar para o cliente que se ele tiver um site em flash, por mais que seja bonitinho, ele dificilmente vai ser encontrado no google, por exemplo, sendo assim o site não cumprirá com os objetivos

    você tem que se impor um pouco… VOCÊ é o cara que manja de web, VOCÊ sabe o que é bom pro site e que vai trazer lucro (ou pelo menos deve saber)… Se você contrato um médico, não vai dizer a ele qual remédio receitar… afinal ele que entende de doenças, não você… a mesma coisa… se ele te contrata para uma solução para o negócio dele, você vai criar essa solução da melhor maneira, baseado em prática e estudo, afinal, dedicamos nossas vidas profissionais a isso, devemos saber o que estamos fazendo e gerar resultados

    no mais, gostei do post mas também concordo que o programador tem papel fundamental na criação de um site web standards…

    abraço

  7. Já ouvi de algumas pessoas dizerem que nao dao muita importancia com isso, quando o cliente é simples ou o site é "fast-food". Ou seja, o cliente paga mal porque o site é simples.

    O que vocês acham disso? Voces dariam toda a atenção sobre padroes, usabilidade se o cliente não paga isso? Já me deparei com caso parecido.

    O que pensam sobre isso?

  8. Antonio Augusto Andr

    Concordo com tudo. Alguns trechos do seu artigo Henrique, caíram perfeitamente em diversos pensamentos que tenho.

    Como cada pessoa da empresa vê seu papel e etc.

    Um ex-chefe, o dono da empresa de desenvolvimento web, não sabia o que era FireFox. Pode?

    Ele só queria que estivesse "funcionando" e fosse entregue dentro do prazo.

    Não sou web designer, sou web developer e, estou cansado de procurar web designer's que saibam algo de web standards. Ninguém sabe. Só sabem tabelas. É ridículo. Mas, cada um na sua praia, não é mesmo?

    Outra coisa… apesar de ler e conhecer bem web standards, acho sempre um tanto quanto difícil convencer um cliente a usar os padrões.

    Eles querem primeiramente saber o valor de custo. Se isto sair mais caro, eles descartam. Realmente, é complicado. Você dá exemplos, sem citar em W3C e etc, mas o cara insiste: "Quanto vai sair essa brincadeira? … Tudo isso?"

    É complicado…

  9. Bem, já vi mais de um (na verdade vários) que não só não se preocupam com padrões web, como não se preocupam com nada. Que tal um cliente que para cortar custos sugere que você corte as fases de documentação do projeto?

    Nota: Documentação inclúi DFDs, dicionários de dados E, claro, toda a parte de manuais dos usuários.

    Dá vontade de fazer, só para depois o sujeito ficar com um site impossível de dar manutenção, e cobrar R$400 / hora quando ele precisar mudar um link.

  10. #2:

    Concordo com você! Acho que todos que estão "por trás" do desenvolvimento de um website deve sim saber como esse funciona. Fiz entrevistas para desenvolvimento em Lotus Notes, e mesmo que não iria desenvolver diretamente com XHTML e CSS, eu tinha que saber tudo sobre padrões web.

    #7:

    Sinto em você, Thalis, um ar de insatisfação por todos os blogs que te vejo postar, uma revolta interior. Mas voltando ao seu comentário, acho que isso é de cada um. Conheco pessoas que fazem seus trabalhos de acordo com o valor do projeto, um que foi pago R$800,00 será de um jeito, e o outro que foi R$8.000,00 será de outro. Mas também não só conheço, como já trabalhei junto, pessoas que não se importam com o valor, e sim com a qualidade final. E acho que isso deve surgir de cada um.

    #9:

    R$400,00/hora seria maravilhoso hein. Mas acho que ninguém faz DFD's por menos de R$30,00/hora.

  11. Tenho passado maus bocados na agência onde trabalho por conta disso. Além de mim, há apenas 3 pessoas lá, e eu sou o novato de lá, lhido diretamente com CSS e XHTML e sou o que mais entende de web standards (ou melhor, o único).

    É realmente frustrante tentar "vender" web standards, principalmente para profissionais especializados que ainda têm um cérebro estruturado em tables. E por ser novato lá na agência, acabo tendo que engolir as desculpas deles e sacrificar o código.

    Recentemente terminei um site do qual eu deveria me orgular. Deveria… Se o código não tivesse ficado um lixo, por causa das exigências deles. Isso me frustra. De tanto insistir no assunto, acabei sendo taxado de "o menino semântico".

    Quanto a vender web standards para clientes, não acho tão difícil, não. Há vários aspectos que podemos abordar, fazendo um comparativo entre o método tradicional de desenvolvimento e os web standards, como, por exemplo, SEO, velocidade de carregamento, facilidade de manutenção (que, pra eles, se traduz em economia), acessibilidade a vários dispositivos, etc.

    Por falar nisso, hoje meus companheiros de agência ficaram maravilhados ao saber que os sites que desenvolvo são perfeitamente acessíveis a celulares, como se fosse coisa de outro mundo. Deu vontade de rir.

  12. "É de responsabilidade do web designer conhecer sua própria metodologia de trabalho, saber justificá-la e saber validar isso com os outros profissionais envolvidos no projeto"

    Só discordo deste ponto no seu artigo Henrique.

    Creio que TODOS, devem ter conhecimentos em padrões e semântica, afinal isso nada mais é do que o BÁSICO. Desde os primórdios os sites deveriam ter seguido as coisas mais óbvias, mas infelizmente um cara da gringa que se achava esperto em construir layouts com tabelas conseguiu fazer com que o rumo da produção web caminhasse pela trilha errada.

    Sou web developer e na agência onde trabalho, apenas ocupo a posição de programador e sou um entusiasta assíduo de implementação de padões em tudo. Os poucos que se arriscam em implementações "tableless" aqui (nome comercial mesmo, pois é isso o que vende) usam indiscriminadamente divs pra todos os lados, sem semâncitca nenhuma e não vejo interesse em fazer com que isso mude.

    Ainda estamos no caminho, mas a questão é que a resposta para o seu post é: "Web standards é para todos".

    Sobre a monetização, acredito que seja minha responsabilidade criar bons sites, sejam eles bem pagos ou não. Aposto mais em qualidade do que em quantidade e acho queisso faz muita diferença.

  13. eforte

    Acho que para se poder vender seu produto que segue os padrões web, a mentalidade da equipe, empresa, agência toda tem que mudar, ou seja, as pessoas que estão trabalhando dentro do projeto devem estar com as cabeças abertas e conscientes das vantagens e desvantagens de seguir os padrões. Dessa forma, será mais fácil vender o seu trabalho, desde que o cliente apalpe a ideia com resultados práticos dessas técnicas. Isso é uma discussçao interna da equipe, ou seja para o cliente o importante é o resultado, mas se esse resultado vier aliado ao bom desenvolvimento, será mais satisfatorio ainda para ambos. Enfim, concordo com o comentário acima de que Web standarts é para todos, contúdo alguém deverá dar o pontapé inicial, nesse caso, o webdesign.

    Ótimo artigo, parabéns!

  14. eforte

    Acho que para se poder vender seu produto que segue os padrões web, a mentalidade da equipe, empresa, agência toda tem que mudar, ou seja, as pessoas que estão trabalhando dentro do projeto devem estar com as cabeças abertas e conscientes das vantagens e desvantagens de seguir os padrões. Dessa forma, será mais fácil vender o seu trabalho, desde que o cliente apalpe a ideia com resultados práticos dessas técnicas. Isso é uma discussçao interna da equipe, ou seja para o cliente o importante é o resultado, mas se esse resultado vier aliado ao bom desenvolvimento, será mais satisfatorio ainda para ambos. Enfim, concordo com o comentário acima de que Web standarts é para todos, contúdo alguém deverá dar o pontapé inicial, nesse caso, o webdesign.
    Ótimo artigo, parabéns!

  15. Programador é justamente o profissional que deve trabalhar com webstandards, deixar esta tarefa com os designers não é tão simples, a maioria só ouviu falar do assunto.

  16. Eduardo Herbert Ribe

    - Em qualquer área existe "qualidade".

    – Em todo processo de qualidade existe quem "certifica".

    – Em toda certificação são estabelecidos "padrões".

    A tempos atrás, em nosso meio, ninguém se importava com a qualidade no produto final, que seria o código gerado. Hoje em dia, discordando plenamente de quem havia dito acima que W3C não se explica para o cliente, a W3C pode ser considerado este órgão que vai exigir do profissional o processo para que o produto final saia conforme os padrões e como prêmio, enfim, a certificação.

  17. Talita

    Primeiramente, parabéns pelo artigo.

    Eu acho que quanto mais pessoas se preocuparem com web standards é o melhor, mas sem "invadir" o espaço do outro. Eu por exemplo, sou programadora, e empresária, e me preocupo MUITO, e pesquiso bastante sobre o assunto, tanto quando executo um trabalho, que procuro estar pensando nos padrões ao codar, quanto estou diante de um designer, contratando, ou analisando seu trabalho. Não aceitos mais "placebos" apesar de ter sido uma. Mas acredito que essa preocupação não deveria ser so do designer, e sim da equipe por completo. Pelo menos eu tento fazer isso, e estou conseguindo conquistar "adeptos" de web standards.

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