O que é XHTML?

Parece uma pergunta simples (e realmente é), mas no mar de informação desconexa da internet, diversos desenvolvedores web que possuem muita prática, muitas vezes desconhecem os "porquês".

Existe muita informação fragmentada, onde se ensina como fazer algo em CSS, qual o código disso e daquilo, mas que não informa o porquê de certos padrões. Com estes artigos de semântica web quero tentar preencher parte desta lacuna. A W3C fornece todo esta material, em inglês e muitas vezes muito técnico. Por isso estou traduzindo e resumindo trechos não só do inglês para o português, mas também de uma linguagem técnica para outra mais didática. Isso não isenta o leitor de ter que aprender linguagem técnica com o passar do tempo, mas fazendo assim penso contribuir para que estes conhecimentos cheguem de forma mais didática e adaptada ao leitor.

XHTML: características e diferenças com o HTML 4

XHTML foi criado para ser uma linguagem em conformidade com o XML e ao mesmo tempo compatível com o HTML 4 onde pode ser escrito para ser compatível com ambas as aplicações. O HTML é um tipo de aplicação que a W3C chama de SGML (Standard Generalize Markup Language – Linguagem de Marcação Padrão Generalizada) que é uma linguagem para descrever linguagem de marcação específica para publicação eletrônica de documentos. Ela começou a ser utilizada na década de 80 e originalmente destinada a ser uma linguagem destinada a criação de documentos científicos e técnicos adaptada para ser utilizada por não especialistas. Ou seja, o HTML contorna o problema da complexidade do SGML padronizando um conjunto de tags (etiqueta, marcador) específicas com características estruturais e semânticas padronizadas, simplificando a sua utilização.

Já o XML (Extensible Markup Language – Linguagem de Marcação Extensível) foi criado para resgatar a flexibilidade do SGML sem toda a sua complexidade, retomando a potencialidade e a riqueza do SGML. Considerando o XHTML como uma aplicação XML, significa que certas práticas próprias do HTML 4 devem ser alteradas como por exemplo o conceito de "bem formatado". Este conceito foi introduzido pelo XML e significa que todos os elementos devem ter suas tags de fechamento e serem convenientemente aninhados.

Veja o exemplo:

 

CORRETO: elementos aninhados.

<p> aqui, um parágrafo em <em> negrito </em> . </p>

 

INCORRETO: elementos em sobrepostos

<p> aqui, um parágrafo em <em> negrito .</p></em>

 

Veja as diferenças mais comuns entre o XHTML e o HTML 4:

 

  1. Tags e atributos devem ser escritos em letras minúsculas: Esta alteração ocorreu pelo fato do XML ser case-sensitive (sensível ao tamanho de letra)
  2. Tags de fechamento são obrigatórias: No HTML 4 alguns elementos omitiam o fechamento, mas em XHTML até as tags comumente utilizadas sem o fechamento como o <br> e <hr> por exemplo precisam adaptar-se como <br /> e <hr />.
  3. Todos os atributos devem estar entre aspas
  4. A sintaxe para atributos deve ser escrita por completo: por exemplo ,<dl compact="compact"> no lugar de <dl compact>.
  5. Inutilização do atributo "name" em troca do elemento "id".

 

A principal vantagem do XHTML 1.0 sobre o HTML 4.0 é sua compatibilidade com o XML. A medida que a utilização de aplicações em XML cresce (como o Windows Vista que utiliza bastante XML) a compatibilidade com estas novas aplicações aumentam. A medida que você converte seu HTML para XHTML, você se aproxima mais das vantagens (e de atualizações futuras) e flexibilidade que as linguagens baseadas em XML oferece.

 

Fonte de Origem: http://www.w3.org/TR/2002/REC-xhtml1-20020801/

  • Thiago Melo
  • Diego

    Muito bom!

  • Pingback: Rogério Lino()

  • willian alves jaru-

    Nossa,,,

    parabens por esclarecer sobre esse assunto…

    sou iniciante em web designer…

    e as vezes escuto pessoas falarem que sao web designers

    mas que realmente sao meros conhecedores de

    ferramentas…pois um verdadeiro web designer tem

    que ir a fundo nessas inovações…

    vlw por esclarecer sobre xhtml..

    =D

  • Carlos

    Entendi nada. Henrique critica o excesso de termos técnicos de outros mas vai na mesma linha. Esse é, a meu ver, o defeito da maioria daqueles que entendem dessa e de outras linguagens. Sabem prá si mas na hora de repassar o conhecimento…