Ilustração para entender a necessidade de Microformats

Trecho extraído do curso de microformats da Visie:

Observe uma pilha de livros amontoados sobre uma mesa gigantesca de todos os tipos. Cerca de 15.000 mil livros. Eles trazem informações sobre todos os tipos e diferentes áreas do conhecimento humano. Os livros não estão organizados mas sabemos que as informações estão ali. Se você precisasse encontrar um livro específico de biologia chamado “Cavalos Marinhos”, você teria que ir varrendo cada um dos 15.000 livros até encontrá-lo. Agora imagine que estes livros agora estejam separados por grandes áreas do conhecimento humano somente. Eles não estão classificados nem por ordem alfabética e nem por autor, mas dentre os 15.000 livros, há 4.568 deles que passaram a ser classificados como “biologia”. Ainda assim seria difícil encontrar o livro “Cavalos Marinhos”. Por que não foram organizados nem por ordem alfabética, nem por autor e nem por ramo específico da biologia. Ou seja, você terá que procurar o livro entre 4.568 outras obras.

Imagine um passo à frente onde agora os livros classificados como “biologia” passaram a ser reorganizados em áreas específicas como botânica, anatomia humana e vida marinha por exemplo. Nesta melhora na classificação dos livros, há 838 livros de biologia classificados na categoria de “vida marinha” mas ainda assim seria difícil encontrar o livro “Cavalos Marinhos” em uma sessão de 838 livros que não estão organizados em ordem alfabética. É possível encontrá-lo assim mesmo? É claro que sim, mas com um certo trabalho que seria desnecessário se tivéssemos pensado em organizá-los melhor. Agora coloque todos os livros da sessão em ordem alfabética e peça para alguém encontrá-lo. Não seria infinitamente mais fácil?

A Web é como o exemplo acima só que multiplicado milhões e milhões de vezes. O que classifica o conteúdo na web são as tags, que foram criadas para dar sentido a informação e hoje permite aos mecanismos de buscas criar relacionamentos de relevância baseado nas tags e na informação que compartilhamos. Uma frase como “cavalos marinho” presente dentro de um <h1> tem maior probabilidade de ser mais relevante do que dentro de um <p> ou <span>.

Há cerca de 80 elementos no HTML, mas a quantidade de informações específicas que compartilhamos é muito maior que isso. Ou seja, a quantidade de tags disponíveis no HTML em relação aos tipos de informação que compartilhamos é o mesmo que ter uma biblioteca divida em grandes áreas, sem muitas sub classificações e sem estar em ordem alfabética. Utilizar microformats é a oportunidade de colocar ordem e classificar a informação de forma mais precisa HOJE e não amanhã.

Veja abaixo um diagrama que eu criei baseado no que está no site microformats.org.

Diagrama

Esta ilustração e este diagrama fazem parte do curso de microformats que eu escrevi para a Visie e acabou de sair do forno! Se está interessado em estudar à fundo microformats, veja mais detalhes aqui!

  • Tarcísio Sass

    Perfeito o Infográfico.

    Abraço!

  • Junio Vitorino

    Eu particularmente gostaria de saber mais sobre microformats, eu já lí algumas coisas sobre, mas ainda tenho muitas dúvidas e ainda não entendi bem a sua aplicação, a utilidade é notória, mas acho vago o assunto ainda.

  • Cosme

    Microformats ainda tenho muitas dúvidas… futuramente pretendo me aprofundar no assunto.

    Antes do curso entrar oficialmente, ocorreu um bug no site da Visie com o curso de Microformats aparecendo com o valor de R$99999,00..huahuahuahua!!!

    Se quiser tenho a screenshot aqui.. :)

    Gostei do redesign do diagrama, ficou show.

  • Rey

    Pergunta:

    A famosa classe que muitos desenvolvedores usam chamada de breadcrumble (caminho de migalhas) mostrando ao usuário em que parte do site ele está navegando, poderia ser considerado uma padronização de classes no microformats?

  • Mark de Souza Costa

    Acho que Microformats causa tanta confusão pela sua extrema simplicidade. Microformats nada mais é, nada mesmo, do que modularização de XHTML.

    A idéia de modularização acontece muito em empresas de desenvolvimento de softwares. Imagina que alguém na empresa faça um método para envio de e-mails, por exemplo, que funcione perfeitamente bem e que seja bastante flexível. Não há necessidade de criar (re-criar) este método novamente e sim reaproveitá-lo.

    Microformats é isso, uma idéia velha com um nome novo. A vantagem é que agora existem pessoas trabalhando para criar um padrão comum na Internet, e isso sendo adotado em grande escala, pode servir de cenário para emprego de futuras funcionalidades.

    Achei muito forte o título deste artigo "Ilustração para entender a necessidade de Microformats". Não vejo de forma alguma Microfomats como uma "necessidade". Vejo no máximo como uma recomendação, ou um "não reinvente a roda".

    Saudações,

    Mark Costa