Google e os padrões web

As vezes fico me perguntando porque há tantas pessoas interessadas em ter seus sites bem indexados pelo Google mas nunca ouviram falar de web standards ou então, quando sabem, possuem apenas um conhecimento muito precário como vimos em massa no Google Search Masters. Ou seja, muitas pessoas interessadas versus poucas que sabem o que estão falando. Por onde estas pessoas estão dando seus primeiros passos? Como estão aprendendo HTML e porque não conseguem fazer boas “conexões” entre diferentes conceitos?

A primeira consideração é que isso não é só um problema no Brasil. Mas como estamos por aqui, costumamos “sentir o clima” de ignorância no ar mais de perto. Ter ouvido um cara perguntar no Google Search Masters se o Google indexa sites em tabelas (quase tive um ataque epilético por causa daquilo) mostrou apenas que o Google precisa dar mais atenção para os novatos e reforçar canais de comunicação como a Central do Webmaster em todos os idiomas possíveis. Sem entrar no mérito se falta conhecimento e acesso aos brasileiros ou se por coincidência o Google conseguiu por amostragem concentrar o maior número de pessoas com falta de bom senso individual, (repetindo, não entrem no mérito dessa discussão nos comentários) o fato é que quando queremos comunicar uma idéia, precisamos pensar no caminho que ela deverá percorrer das diversas formas possíveis, inclusive com pessoas sem nenhum conhecimento. Esta é uma abordagem ok?

Vi no Berea Street uma consideração interessante sobre algumas ações pontuais do Google cada vez maiores (e melhores) de reforçar que web standards é o caminho. Veja os tópicos presente no texto dentro do Webmasters Help Center chamado Making sure your site appears properly in different browsers:

Agora veja os tópicos tratados no texto Workin`it on all browsers presente no Google Webmasters Central Blog:

Quer comunicação mais direta que essa? O Google não ensinou HTML, mas colocou termos no texto (in english my friend) que se você procurar no buscador homônimo vai encontrar milhões de referências ensinando sobre usabilidade, acessibilidade, CSS, HTML, etc. Interessante que o último item dessa última listagem de tópicos nada mais é do que o “spread the word” que os blogs que tratam de padrões web sempre fizeram.

Quer trabalhar com web? Não interessa se será como arquiteto da informação, programador, gerente de projetos, redator (web writer), marketing, publicidade, testador (QA), dono da empresa, cliente, etc. Com certeza há um conjunto de informações relacionadas com os padrões web e normas de boas práticas que você precisa conhecer, claro que em diferentes níveis e doses para cada tipo de profissional.

  • Rubens Cavalheiro

    A gente se mata de validar os sites, acertar acessibilidade e usabilidade.

    Mas no final a home page do google tem lá seus 60 errors, e assim vai… maior s*canagem deles…

    – "Casa de ferreiro, espeto é de pau" (mesmo)

  • http://rafaelmarin.net Rafael Marin

    Eu definitivamente não posso me queixar do meu PageRank e do meu posicionamento. Recentemente o Google me deu sitelinks na página da busca, e eu nunca fiz nada intencional relacionado à otimização para buscas. Tudo o que eu procuro é manter o código sempre semântico e simples.

    Os resultados vêm, e são ótimos.

  • dudus

    A verdade é que sempre foi falado, principalmente em sites brasileiros que os sites nos padrões iriam receber uma melhor indexação e page rank do gogle. Isso era repetido quase como um mantra aqui no Brasil, pra convencer pessoas a usar web standards.

    Ai no GSM o cara me pergunta se web semantics ajuda na indexação do Google e o funcionário do Google, responsável por algoritmos de indexação, nunca ouviu falar de web semantics. Pode ser que por lá eles dêem outro nome. Mas o que ficou mais óbvio é que na verdade o Google caga solenemente se vc faz sua página em tabela ou em div. As long as you keep a descriptive title and alt tags around you're good to go.

  • Douglas Rieger

    Eu também acho que a(o?) Google deveria dar exemplo.

    Considero inaceitável que serviços com interface tão simples como a busca não tenham marcação válida.

    Sou um daqueles que tenho um pé atrás em relação ao AJAX obstrutivo da maioria das aplicações 2.0 por aí.

    Por fim penso que se o Google deveria lançar frameworks/microformats/etc para facilitar o desenvolvimento de aplicações acessíveis, semânticas e com marcação válida, pois hoje em dia isso depende da "arte" que o (bom) desenvolvedor consegue fazer; enquanto isso os newbies continuam colocando chamadas a funções JavaScript em endereço de link.

  • http://project47.viscountbox.com Carlos Eduardo

    Venho dizendo há muito tempo lá no meu trabalho, que a gente é mal acostumado por estar envolvido por tanta gente boa que tem conhecimento de sobra…

    O complicado (e triste), é que 95% dos outros "profissionais" são cabeça-de-bagre que não têm menor noção do que estão fazendo na Web… Prestam serviço mas aí fazem esse tipo de pergunta "se o Google não indexa sites com tabelas". É triste!

    Cada vez mais vejo que o erro está no começo de tudo. O pessoal precisa começar já do jeito certo, com os Padrões, inclusive o pessoal das outras áreas, como você disse no final de seu texto.

  • Mark de Souza Costa

    Claro, tudo que foi dito aqui é válido, mas não se esqueçam que o mercado e os profissionais da área estão amadurecendo. Antes nem se discutia sobre Web Standards e achar material sobre isso era bem complicado antigamente. Hoje é quase impossível um iniciante não se deparar com o termo Web Standards nos primeiros materiais que eles estudam. O futuro é muito promissor com certeza.

    P.S: meu, feio é ficar com a dúvida. Qual o problema do cara ter feito uma pergunta? Ele não sabia e fez a pergunta oras.

  • http://sakuxeio.blogspot.com Neto

    Não sou nenhum webmasters, mas noto que você alocou bem todas as dúvidas pertinentes para quem deseja entrar na área :)

    Gostei do post.

    Só uma ressalva sobre o fator 'idéias'.

    Geralmente quando se pensa muito (antes) em 'o que fazer' para que uma idéia dê bons resultados financeiramente (ou de outro modo) não se chega a ter nenhuma idéia que seja considerada boa ou viável.

    Creio que o negócio é deixar fluir.

    Já vi grandes negócios surgirem de idéias completamente estaparfúdias e sem nenhum nexo com a realidade comum.

    Incrivel, não? Mas é verdade!

    Parabéns pelo Blog! :)

  • http://www.marcelomx.com Marcelo

    Concordo com alguns e discordo com a visão de outros. Primeiro, deve realmente haver uma forma de mudar o pensamento daqueles que ensinam o básico de que a web mudou e necessita de outro tipo de formatação a informação, não só olhando pelo lado da indexação, mas, a semântica em si. Isso é fato. Ajudaria bastante a mudar mais rapidamente a visão que muitos ainda tem hoje, e como disse o Mark, já mudou bastante, algo que nem era discutido a anos atrás, como bem colocou.

    Segundo, acho que muitos dos que comentaram, inclusive o autor do post e outros tantos outros blogs que falaram sobre o GSM, poderiam ser mais tolerante no tocante a pergunta de determinados usuários. Assim como em tantos eventos, é comum encontar pessoas que ou não são da área ou são iniciantes e portanto, leigas em determinados assuntos. Então, ao invés de nos preocuparmos com esse tipo de pergunta, por acha-la idiota ante ao conhecimento que já possuímos, devemos parar para notar que se ele faz essa pergunta, é porque ainda há muito a ser difundido, e nós, mais experientes, somos os principais evangelizadores dos webstandards. Não fui ao evento, mas se lá haviam somente "heavy" developers, vá lá, é até válida crítica a pergunta do usuário, senão…

  • Gabriel

    no meu caso eu é quem sou o arquiteto da informação, programador, gerente de projetos, redator (web writer), marketing, publicidade, testador (QA), dono da empresa e o cliente…. haauhaua