O Futuro das Interfaces e de novas Relações de Poder

As interfaces ao nosso redor revelam como nós nos conectamos e interagimos uns com os outros, bem como nós nos relacionamos com o que chamamos de “informação“. Steven Johnson que o diga. Em um sentido amplo, interfaces são todas as metáforas de linguagem, sejam elas físicas ou abstratas, que intermediam nossa comunicação com alguém (pessoas) ou alguma coisa (informação abstrata ou objeto concreto). Signo e significante, emissor e receptor. As repartições públicas e seus serviços, por exemplo, são interfaces de comunicação entre nós (povo) e o governo (o poder). Já o Facebook é uma interface de comunicação que intermedia seus relacionamentos pessoais e a comunicação com seus amigos. Seu celular é uma interface que intermedia você e o outro lado da linha, e assim por diante.

A evolução dessas interfaces de comunicação em novas metáforas que surgiram na era da internet, também deixam gravado o reflexo dos interesses ideológicos dos autores da interface, seja ela uma ferramenta, um lugar, um espaço físico, um ambiente de informação ou de toda aquela interação que você vivenciou no aeroporto, chegando de viagem. Em tudo ao nosso redor há um desenho (design), com intenção, podendo moldar desde nosso comportamento imediato até as nossas crenças a longo prazo. Isso faz das interfaces ao nosso redor reflexos das relação de poder e das lutas de classes.

O fato é que em um futuro próximo, as transformações provenientes da tecnologia e da forma como nos comunicamos irá nos elevar a um potencial de conectividade humana nunca antes experienciado por nenhuma civilização em nosso planeta, transformando completamente a forma de nos relacionarmos uns com os outros em sociedade. Um futuro no qual todos poderemos ser emissores e receptores de forma integrada, interligada de forma orgânica, assim como os neurônios em nosso cérebro. Tais tecnologias poderiam ser gerenciadas por uma inteligência artificial superior a inteligência humana. A teoria da Singularidade que nos diga. Trata-se de uma teoria – e também de uma universidade, com sede dentro da NASA, nos EUA – que explica melhor as consequências da Lei de Moore, segundo a qual em um futuro próximo nossa capacidade de processamento irá nos permitir criar uma inteligência artificial superior a do próprio homem. Ray Kurzweil é quem nos diz melhor.

Tal boom de conectividade humana, gerenciada por uma inteligência artifical e nos conectando por igual, nos transformaria completamente como sociedade e indivíduos. Nossa linguagem, nossa tecnologia e nossos meios de comunicação nos transformará a nós todos em mídia. Nós mesmos seremos o meio e a mensagem, como Marshall McLuhan nos diz. E como diz Karl Marx, mudam-se os meios de produção, mudam-se também as lutas de classe. Esse boom então nos levará a vivenciar uma completa reformulação das relações de poder como nós conhecemos.

Entretanto, será o direcionamento ideológico dessas interfaces de comunicação, a forma como serão concebidas e controladas, irá determinar se seremos uma sociedade verdadeiramente democrática e livre, pela primeira vez na história da humanidade ou se estaremos diante de mais uma nova forma de dominação e controle, atendendo apenas aos interesses de uma minoria. São os desenhos dessas novas interfaces de relacionamento que vão influenciar e determinar as interações fundamentais da sociedade.

Este texto é uma metáfora resumida de como eu vejo a relação entre o futuro das interfaces e suas interações que promovem novas relações de poder.

Vivemos em um mundo desenhado por pessoas

Tudo ao nosso redor tem um “design“, tem um desenho. E é a linguagem humana, o nosso poder de comunicação, que forma a base de todas essas metáforas criadas pela tecnologia e que nos permite moldar a realidade ao nosso redor. Com exceção do mundo natural, que foi desenhado pela seleção natural, toda mudança e transformações que você enxerga ao seu redor, possui um desenho concebido por pessoas, por humanos. Da fila do banco às calçadas que você caminha, tudo foi elaborado e pensado por pessoas e só são como são, devido ao interesse que existiu por trás daquele desenho, por traz daquela concepção. É dialético em suas relações históricas, diz Marx. Desde como deve funcionar até sua obsolescência planejada são desenhos feitos por pessoas e que refletem diretamente a luta de classes e as relações de poder. Mas me emprestando de novo de Marshall McLuhan, digo que as interfaces que intermediam nossas interações e relações sociais carregam e são elas mesmas, a própria mensagem ideológica que carregam. Ou seja, o desenho da interface de comunicação, o meio, a mídia, se torna a própria mensagem que por sua vez é reflexo das relações de poder.

Interfaces são metáforas de comunicação. Se toda comunicação é ideológica, toda interface é, de igual modo, ideológica. Refletem objetivos a serem alcançados, moldam nosso caminho e direcionam nossas ações, e nas entrelinhas, revelam uma intenção. Assim como a arquitetura transforma os espaços físicos, influencia e molda nossas percepções ao longo do espaço, os designers de interface fazem o mesmo com nossas telas usadas pra comprar, obter informações, comunicar ou fazer com que alcancemos algum objetivo. E em cada esfera da nossa vida, existem diferentes interfaces criadas para nos intermediar, refletindo diferentes aspectos das relações de poder, em contextos, situações e necessidades distintos.

Na disciplina de design de interação se estuda a aplicação de como o comportamento humano pode ser construído, modelado, determinado e direcionado em diferentes tipos de interações, baseado em como nós humanos, funcionamos. Esse poder do design sobre nosso comportamento, são conhecimentos científicos derivados daquilo que já sabemos sobre o cérebro humano, dos nossos viés congnitivos (cognitive bias), da economia, biologia, ciências sociais, antropologia etc. Dan Ariely diz muito sobre isso. Todo esse conhecimento é hoje amplamente aplicado no marketing e design de forma cada vez mais persuasiva, de igual modo na construção de todos os tipos de interfaces ao nosso redor, desde apartamentos até as regras do condomínio, das ferramentas do dia a dia até e sua experiência de compras no supermercado. Nada disso é ruim em si, porque tudo depende da ideologia e do interesse em como as interações serão construídas.

Pra que mudanças sociais disruptivas ocorram, ou seja, novas relações de poder, precisaria primeiro mudar os meios de produção e mudar os meios tecnológicos capazes de construir novas interfaces. Identifico 3 aspectos/fases principais que culminam no último (4), e que seriam capazes de influenciar e determinar nossas interações sociais futuras, permitindo uma completa remodelagem das relações de poder e alterando nossa compreensão de sociedade:

  1. Evolução da Tecnologia e dos Meios de Produção e de Comunicação;
  2. Evolução da Genética e Biotecnologia bem como dos Sistemas de Informação;
  3. Evolução da Linguagem e surgimento de novas Metáforas de Interação;
  4. Evolução das Interações Humanas e de novas Relações de Poder.

1 – Evolução da Tecnologia e dos Meios de Produção e de Comunicação:

Com Marx aprendemos que, se os meios de produção se alteram, as relações de poder também são transformadas. Ou seja, a cada nova tecnologia ao longo da história do homem que mudava a forma dele produzir a si mesmo, transformando a natureza, essa tecnologia alterava não somente o seu modo de trabalho, mas também as relações de poder entre os próprios homens. As ferramentas e a arte que criamos não transforma somente o mundo ao nosso redor, mas nos transforma a nós mesmos e as nossas próprias concepções de quem somos.

Imagine agora que tipo de relações humanas futuras podem emergir da evolução da robótica e da nossa capacidade de processamento que caminha em direção aos ZettaFlops. A evolução tecnológica no futuro irá nos permitir vivenciar a ubiquidade da informação e dos meios de comunicação. Ubiquidade é qualidade de estar em todos os lugares, ao mesmo tempo. Comunicação ubiquota é aquela que não mais limitariam-se a dispositivos ausentes de você. Você será seu computador, seu celular, sua TV, você produz e consome conteúdo e tudo estará em você, acessível da sua retina, como o Google já sugere. Você é o meio e a mensagem, diria McLuhan.

Nesse futuro de meios de produção completamente redesenhados, modelos de comunicação ubiquotos, podemos ter conceitos como “processamento de inteligência coletiva” onde será possível criarmos interfaces controladas por inteligência artifical, com um desenho inteligentemente harmônico da sociedade, que preze sempre pelo interesse do coletivo, pelo interesse de todos. A administração pública, por exemplo, seria ela parte da inteligência artifical à qual todos estaríamos conectados. Essa construção humana poderia matar completamente as atuais concepções de relações de poder, eliminando por exemplo a figura do Estado e criando uma democracia de fato. Thomas Hobbes RIP, o estado é nada mais que uma interface mal desenhada.

2 – Evolução da Genética e Biotecnologia bem como dos Sistemas de Informação

Backup da mente humana, impressora de órgãos, novas formas de vida (incluindo a nossa) sendo reescrita do zero, são apenas alguns exemplos do que o Dr. Daniel Reda pode te ensinar em uma aula da Universidade da Singularidade sobre o futuro da genética e biotecnologia. Biologia será um curso puramente determinístico e computacional. No futuro, desde a química e as necessidades do seu corpo, até o que você precisa saber sobre um determinado tipo de comida será intermediado por interfaces que cuidam e se comunicam com você. Aliás, com nós todos. Essa relação de simbiose com a tecnologia nos modificará, alterará nossa percepção da realidade, nossas conexões humanas, nossos afetos e nossa identidade tanto como indivíduo quanto nossas relações em sociedade.

A forma como captamos, processamos, armazenamos e retornamos informação também vai mudar completamente nossos sistemas de informação. Você irá pensar ou piscar, e a informação estará ali, a seu dispor. Nossa educação, fonte de informação e meios de comunicação será intermediada por essas interfaces de comunicação conectadas ao nosso corpo. Tendo tecnologias tão intrusivas e estando nós conectados de forma tão ubiquota, o desenho da interface que nos conecta será um reflexo do quanto nós conseguimos mudar nossas relações de poder. E ela irá determinar completamente nossas ações (interações) como indívidio, deixando claro se estaremos em um mundo de “livres” ou de “dominados“. O resultado é esse mesmo, binário. No atual desenho de mundo que vivemos, as relações de poder são tão desequilibradas que parece ser inconcebível reverter a situação e desaparecer com a figura do subjulgado. E esse futuro é de fato impossível no atual mundo assombrado pelos demônios. Carl Sagan que o diga. Mas seria possível ser superado nesse futuro por interfaces inteligentemente desenhadas de modo a garantir uma conectividade social, sem relação de servidão humana. A realidade é socialmente construída, e nesse futuro, não será diferente. Quem vigia os vigilantes?

3 – Evolução da Linguagem e de novas Metáforas de Interação

Novas metáforas de interação evoluiram drasticamente nos últimos séculos, em especial nas últimas 3 décadas. De interface com o mundo dos mortos, como o Stonehenge de cerca de 3.000 a.C. até as atuais telas sensíveis ao toque (touch screen), foi um intervalo suado de muitos anos de evolução da tecnologia usada nas interfaces. Mas do touch screen no seu bolso para novas metáforas disruptivas, não irá demorar tanto. Manipular objetos flutuantes na sua frente, usar sua voz ou toques no seu corpo, piscadas ou simplesmente o pensamento, serão usados em ambientes de informações complexos que simplesmente abrem na frente da sua retina. Esses novos meios, mudará completamente nossa linguagem, potencializada pelas novas tecnologias.

A linguagem é característica mais importante que nos distingue dos animais. Amala e Kamala nos dizem. Somos seres sociais e nos construímos através do outro, através da linguagem e da nossa capacidade de transcender o que está posto, que é a natureza. A linguagem sendo potencializada pela tecnologia, produzindo conectividade, conhecimento acessível de igual modo, circulando por igual, livre de relação de dominação, transformaria a realidade das relações humanas como nós conhecemos drasticamente.

4 – Evolução das Interações Humanas e de novas Relações de Poder

A evolução da Tecnologia e dos Meios de Produção e de Comunicação (1), da Genética e Biotecnologia bem como dos Sistemas de Informação (2), a evolução da Linguagem e surgimento de novas Metáforas de Interação (3) nos levará a relações humanas completamente novas, potencializado pela nossa comunicação e conectividade, produzindo novas relações de poder.

A soma de todos esses fatores leva as boas idéias a encontrarem novas formas de se conectar. A medida que nossa conectividade aumenta, nossa criatividade é potencializada. Novas perspectivas e desenhos de sociedade irão emergir, inevitavelmente. Dadas as possibilidades de como podemos construir nossa própria realidade, poderíamos pela primeira vez na história, nos gerir em igualdade e liberdade entre todos os homens. Mas pra que um mundo livre seja possível, pós momentum singular, é preciso que essas tecnologias se mantenham livres. Se for privada, controlada e fechada levará a um mundo de controle. Se for livre, independente e aberta irá produzir interações que nos permitirão construir um mundo, de fato, livre e igual entre todos. O desenho das interfaces não nos deixará mentir.

Parte dos conflitos dessas novas relações de poder derivadas de avanços tecnológicos já são visíveis na sociedade hoje, em diferentes cenários, como a questões do Creative Commons, Pirate Bay, Wikileaks e Anonymous. Até agora, são forças que resistem de pé. Eles defendem as causas dos mocinhos, mas isso não é o que a grande mídia de hoje quer que você acredite, é claro. Por outro lado, também vemos tentativas de resistência, controle e domínio, como as propostas de lei conhecidas como SOPA, PIPA e ACTA, (ECAD, órgão no Brasil) todas elas são tentativas de restringir e limitar as novas possibilidades de compartilhamento, conectividade e produção de cultura. Todas elas são tentativas de controle.

Se a força dos que querem o poder for mais forte e vencer, teremos uma nova casta de escravos, novos formatos de colonialismo e exploração do homem pelo homem e a mais nova forma de servidão humana e controle de massas. Ou seja, uma continuação do atual capitalismo e suas consequencias desastrosas. Noam Chomsky, Slavoj Zizek, David Harvey, Geoffrey B. West que nos digam. E é exatamente esse antagonismo de interesses que, deterministicamente nos levam a interfaces de apenas 2 mundos opostos de relação de poder: um mundo baseado no controle (Interface Totalitária) ou um mundo livre (Interface Anárquica). O gerenciamento ideológico das interfaces que nos conectam irá determinar o mundo que iremos construir.

Como será gerenciado o poder no futuro?

Quais transformações podem emergir do meio de uma sociedade 100% conectada, com uma interface inteligente artificialmente, com todos interligados e conscientes de fato (leia-se educação distribuida por igual), com um design de interface que priorize o agrupamento social de pessoas? “O homem cria as ferramentas e as ferramentas recriam o homem“, diz McLuhan. Depende de como a informação e seu fluxo será gerenciado pela interface que nos conecta.

Se tivermos consciência dessa construção social, que a realidade é socialmente (conectividade) construída, que a percepção é construída — lembre-se “there`s no spoon“, tudo é praticamente espaço vazio — que vivemos um grande teatro do oprimido, é possível construírmos a realidade do futuro, da forma que quisermos. Usando design de interação, inteligência artificial, filosofia e compaixão pelo próximo. Por isso, a parte crítica dessa história está nas forças sociais capazes de influenciar o design da interface que nos intermediará em nossas relações, e na forma como as interações serão gerenciadas, moldando por completo as relações de poder.

Das “n” interações que podem surgir de diferentes formas de gerenciamento, organizei essas variáveis em 2 grupos antagônicos. Chamo as forças opostas de Interface Totalitaria e Interface Anárquica:

Interface TotalitáriaInterface Anárquica
Alguém controlaNinguém controla
Alguém ou um grupo tem o poder, que representa uma minoria (centralizado)O poder é inexistente como figura, visto que é coletivo e intermediado por uma inteligência artificial (descentralizado)
Alguém acaba se identificando com o poderPoder inexistente
Representa o interesse de poucosRepresenta o interesse de todos, do organismo social
Dominado, controlado e imprudenteVisionário, capaz e prudente
Modelo de gerenciamento baseado na servidão humanaMundo com todos em liberdade. Figura de senhor e servo inexiste
Existência de políticos, líderes e representantesInterface de comunicação e relacionamento intermedia harmônica e inteligentemente nossas relações sociais
Controle PrivadoControle Público
Informações são controladasA informação é livre
Relação unilateralRelação de igualdade
Privilégio é de uma minoriaO privilégio é de todos
Código fechadoCódigo aberto

Dúvidas finais

Nosso planeta hoje é um hospício de forças e conflitos sociais determinadas pelas atuais formas de domínio e controle das informações. Comunicação meus caros. Vivemos interfaces sociais que ignoram as limitações de recursos, a fragilidade da vida, da existência. Prevalecem apenas as interações sociais baseadas na rivalidade, no ódio e na exploração dos semelhantes, dos da mesma espécie.

Quem irá construir essas novas interfaces do futuro? Quem vence no final? O quanto da forma como nós desenhamos interfaces hoje, está constituindo as bases das interações sociais de amanhã? Ou vence a internet livre ou vence o controle. O futuro das interfaces de comunicação e interação social serão o reflexo ideológico claro daquele que venceu a batalha das relações de poder. O fato é: as interfaces estarão lá, intermediando, moldando e direcionando nosso comportamento, crenças e ideias.

A natureza ensina que a ideia mais forte, mais adaptada e “mais popular”, irá vencer. A diferença é que como humanos inteligentes, diante da singularidade teórica dos fatos, nós podemos desenhar uma interface de interação social, com relações de poder completamente novas, priorizando um mundo criativo e livre para todos da espécie humana, independente de características individuais. Será que esse mundo pode ser desenhado? O quão determinada está a resposta pra essa pergunta?

Sabemos que existem interações capazes de promover e erguer o espírito humano, a igualdade, o amor. Sabemos que a fascinação do que ainda não sabemos do universo, a curiosidade, também serve de carga pra investigar o desconhecido, que ainda nos perturba. Quando vemos o entusiasmo de um novo mundo que pode ser construído, como disse Eduardo Galeano, “é a prova de que viver vale a pena. E que viver está muito, muito mais além das mesquinharias da realidade política, onde se ganha ou se perde. (…) É um mundo que ‘pode ser”, pulsando no mundo que ‘é’.

  • Leandro

    clap, clap, clap, clap, clap.
    Excelente artigo Henrique, excelente mesmo !, meus sinceros parabéns.
    Filosófico, tecnológico, espiritualista, democrático e anarquista !.

    Te digo que na minha opinião estamos migrando para uma inevitável "Interface Anárquica", por que a "Interface Totalitária" que está totalmente presente nos dias de hoje está se auto-aniquilando.
    Chegará um ponto da evolução onde todos entenderão que somos um ser que faz parte de um ser maior e que faz parte de um ser maior que faz parte de um ser maior e assim por diante, ou seja, o todo está em nós assim como nós estamos no todo.

    Um socialmente e tecnológico abraço para ti.

  • http://mestredossites.com.br mestre dos sites

    Alguns governantes ainda nao entenderam muito bem o conceito da internet, estao tentando tampar o sol com a peneira

  • Bruno

    Henrique

    Obrigado por escrever este belo artigo, compartilhando fontes preciosissimas de cultura e inspiração.

  • Carlos

    Muito interessante, porém utópico. As várias demonstrações de socialismo / comunismo / anarquismo que conhecemos até hoje sempre teve/tem minorias no poder, seja nos bastidores ou na tribuna. Isso é inerente ao ser humano, ao menos o ser humano atualmente conhecido, que "escraviza" os animais e os recursos naturais. Este é o homem que atualmente habita a Terra.
    A tensão entre o capitalismo e as demais formas de organização social geraram várias guerras, várias perdas. E, infelizmente quase que somente a partir dessas perdas e guerras, o mundo viu brotar novas tecnologias. Tecnologias estas que são presentes em nossa vida, que passam desapercebidas dos males que foram necessários, ou projetadas, para nascer.
    Muitas e muitas gerações serão necessárias para chegarmos ao sugerido ou sonhado neste artigo. E uma sociedade integralmente dedicada a mudanças. Mudanças que, ainda, incomodam a maioria, pois seu conforto e conformismo são "cutucados".
    E quando um não quer, dois não brigam.

  • Vinícius Krausz

    A interface, por si só já é um saber. O saber de como o usuário pode ser interagir. Assim, ainda que ela proporcione mais liberdade que no presente, se é que liberdade é um conceito passível de ser medido numa escala, não podemos afirmar que o poder não existirá simplesmente. O poder se encontrará distribuído nas mãos de quem desenvolveu a interface, dotado do saber de como desenvolvê-la, e das instituições a que esses estão submetidos, dotadas do capital necessário para investir nesse desenvolvimento. Mesmo que está interface possa ser ajustada, configurada, ou até mesmo reinventada por seus próprios usuários democraticamente, sabe-se que nem todos terão o domínio pleno dela para assim o fazer. Assim, o poder se distribuiria de maneira desigual, entre seus próprios usuários, de acordo com suas capacidades de pensamento e ação no tempo e no espaço, o que não seria nem propriamente uma utopia, mas simplesmente, impossível.