Usabilidade do Climatizador Breeze Consul (C1H08C)
Por: Sunday 16 March 2008 às 10:16
Eu sou fã de qualquer coisa que deixe minha vida mais confortável. Alguém aqui não é? Principalmente se estiver relacionada com tecnologia. No meio do ano passado eu comprei este climatizador Breeze da Consul (modelo C1H08C) que você está vendo na foto ao lado e não vivo mais sem ele. Vale lembrar que este produto não é um “ar condicionado” de rodas, o nome do tipo de produto é “climatizador” mesmo. Você coloca água em um recipiente e ele a utiliza para refrescar o ambiente sem ressecar o ar. Simples assim! Eu que sou alérgico e meio chato com certos ventiladores adorei este climatizador.
Ele possui rodinhas, o que dá a ele uma excelente mobilidade. Ele possui também timer, alarme, relógio, diferentes modos de oscilação e controle remoto. Enfim, adorei o produto, apesar de ter também algumas críticas de usabilidade principalmente.
Usabilidade e curiosidades
Como o controle remoto dele possui apenas 7 botões que usam apenas 30% da área útil dele, os botões poderiam ser um pouco maiores. Os labels das funções de cada botão também poderiam ser maiores, principalmente por causa de pessoas mais velhas que geralmente não tem a visão muito boa. Muitas vezes a noite, com a luz apagada, eu quero aumentar o modo de ventilação dele e acabo esbarrando em outros botões. Outra coisa importante é que você também precisa decorar o que cada botão faz se quiser usá-lo no escuro total (e isso vai acontecer, acredite) e você realmente acaba decorando com o tempo. Isso é fácil. O botão mais fácil de decorar é o de “desligar”, que fica bem deslocado do restante, facilitando muito a ação.
Uma coisa incrivelmente sinistra no modelo que eu comprei (C1H08C), é que ele possui um botão sem label e sem função nenhuma, bem no meio do painel principal (o mesmo não ocorre no controle remoto) que fica logo abaixo do botão “luz”! Pelo menos eu não encontrei nenhuma funcionalidade nele.

Mas a única coisa que me fez procurar uma solução um pouco mais drástica é em relação aos leds de luz que ele possui. Eu os achei tão forte, que eu tive que improvisar uns tampões com papel cartão para que a luz não me incomode a noite. Veja na foto. Eles poderiam apagar sozinhos segundos depois de executar uma ação para não incomodar tanto.
Nunca utilizei outros climatizadores, de qualquer modo eu gosto muito desse climatizador. Sim, mesmo com as gambiarras que eu tive que arrumar para deixar ele no jeito que eu quero! E se você se interessar, recomendo que você compre ele pelo Submarino, que está muito mais barato que no próprio site da Consul!
Tags: Design Usabilidade
WPhone – Administrando seu blog em WordPress de dispositivos móveis
Por: Tuesday 26 February 2008 às 15:26
Semanas atrás eu li no Contraditorium o que o Cardoso escreveu sobre o WPhone. Fiquei de queixo no chão do tanto que este plugin é legal! Se você gosta de navegar na web de celulares e tem um blog em WordPress, você precisa ter o WPhone Admin Plugin instalado nele.
A imagem abaixo é do Nokia E61i do Alexandre Fugita rodando o WPhone:

O WPhone (que já faz parte do roll oficial de plugins) é um plugin para WordPress que cria uma interface otimizada e amigável para dispositivos móveis, substituindo toda a área administrativa do seu site quando estiver navegando pelo celular. Há basicamente duas versões dele, uma para iPhone / iPod Touch com suporte para javascript e outra sem javascript. É um projeto em constante atualização e tem sido planejado para sempre funcionar com a última versão do seu WordPress. Por isso se tentar usá-lo em versões abaixo da 2.1 ele pode não funcionar corretamente.
Experiência do usuário
Se você tem interesse em desenvolver para dispositivos móveis, pode começar observando a diferença entre a experiência de usuário navegando por mobile e em um desktop, para entender quando será necessário colocar uma versão mobile na jogada. Este é o caso clássico em que uma versão específica para celular é necessária, inteligente e trouxe muito mais usabilidade e conforto para o usuário do que simplesmente desabilitar o CSS ou usar o “Small Screen Rendering” do Opera Mini, que em termos de navegação, absolutamente não é a mesma coisa.
Baixe o plugin WPhone, instale e veja alguns screenshots no site dos criadores do plugin para ficar babando.
Tags: Mobile Usabilidade User Experience WordPress celular dispositivos móveis
Tags: Usabilidade
Relatório de acessibilidade do Nielsen Normam Group de graça
Por: Thursday 3 January 2008 às 15:3
Esta eu deveria ter escrito antes das festas de final de ano, mas sabe como é, não deu tempo. O Nielsen Normam Group liberou gratuitamente um relatório de boas práticas de usabilidade em um estudo feito com pessoas utilizando tecnologias assistivas. O relatório (em inglês) estimado no valor de US$124,00 foi liberado gratuitamente para download como presente de final de ano. E como eu não sei por mais quanto tempo o documento poderá ser baixado de graça, se eu fosse você fazia o download correndo.
O documento aborda algumas técnicas de acessibilidade e uma das coisas que eu mais gostei foi uma descrição de alguns aparelhos utilizados por pessoas com necessidades especiais. Vale a pena conferir. Feliz ano novo a todos!
As setas da vida
Por: Thursday 29 November 2007 às 10:29
A imagem logo abaixo foi tirada por um amigo enquanto decidia qual dos caixas de supermercado ele deveria se dirigir para pagar suas compras que totalizam menos de 10 volumes. As duas setas indicam caixas de supermercado e eles foram removidos da imagem para não mostrar os funcionários. Mas o que você precisa saber é que existem dois caixas (indicados pelas duas setas) e ele quer efetuar o seu pagamento com cartão de crédito. Qual dos dentre os dois caixas você escolheria?

1º – O bloco da imagem de número 1 mostra a foto original sem nenhuma ênfase:
2º – O bloco da imagem de número 2 dá ênfase em uma das possíveis indicações da placa. Olhando pela ênfase dada na foto poderíamos interpretar que os dois caixas de supermercado são destinados a clientes com no máximo 10 volumes e que ambos só recebem pagamento em dinheiro.
3º – A ênfase dada no bloco da imagem de número 3, podemos interpretar que apenas o caixa indicado com a seta amarela é o único que recebe em dinheiro, já que o cartaz do pagamento em dinheiro é amarelo e a placa ao fundo é azul e aponta para o caixa da direita. Neste caso entendemos então que o caixa da direita aceita qualquer forma de pagamento e só o da esquerda recebe apenas em dinheiro.
4º – Com o bloco de número 4 podemos entender que na dúvida só temos uma saída certo?
Resposta: A seta amarela servia apenas para indicar que o caixa da esquerda também era de 10 volumes (bem como o caixa da direita), por isso ele estava colado na placa azul. Já a placa dizendo que só se recebe em dinheiro serve apenas para o caixa da direita e não para o caixa da esquerda, por isso que ela está “acima” do caixa da direita. Ou seja, somente o caixa da esquerda aceitaria outras formas de pagamento além de dinheiro.
Tags: Usabilidade
Foco na experiência do usuário é para todos
Por: Friday 9 November 2007 às 14:9
Já leu algum texto em que você concorda com tudo ou quase tudo (não se prenda a isso), e ele trata de pensamentos e idéias das quais você vem mastigando já faz um bom tempo? “A morte desejada do especialista em usabilidade“, este é um texto que eu gostaria de ter escrito e foi muito bem executado pelo Nandico.
Veja um trecho:
Enquanto não houver…
- Atendimentos ou áreas comerciais que entendam e respeitem usabilidade;
- Gerentes de projeto que entendam e respeitem usabilidade;
- Analistas, engenheiros, programadores, testadores que entendam e respeitem usabilidade;
- Diretores de Criação, de Arte, Designers e Arquitetos da informação que entendam e respeitem usabilidade;
…não haverá usabilidade de fato, a não ser em pequenas empresas, pequenos projetos ou pequenas equipes.
Boa leitura!
Vamos falar de acessibilidade?
Por: Saturday 8 September 2007 às 20:8
Acessibilidade na web é um assunto fascinante pra mim. Principalmente por que eu gosto de pensar nas coisas comuns em contextos diferentes. E eu gosto, por que tratar-se de estudar formas de humanizar como nós lidamos com tecnologia. E eu adoro tecnologia! Gosto da definição do Joe Clark que diz que acessibilidade envolve fazer compensações para características que uma pessoa não pode mudar facilmente. Trata-se de tornar a web acessível e também fácil de usar. Mas entre a linda teoria e a prática, há uma distância muito grande. E quando levamos esse conceito para web, ele parece até mais distante. E o desafio de acessibilidade está nas mãos de todos envolvidos com web, arquitetos da informação, web designers, designers de interação, redatores, programadores etc.
Acessibilidade é para todos
Quando falamos de acessibilidade na web, estamos falando de várias variáveis, tenha isso em mente. Não pense apenas em pessoas com algum tipo de deficiência. Pense no Google que vai indexar o seu conteúdo (logo ele não pode ser obstrutivo por causa de javascript ou alguns tipos de sessions), pense em mim e naquele seu amigo que não tem nenhum tipo de deficiência mas que usa um browser estranho, que quase mais ninguém usa. Alias, não pense em acessibilidade apenas para deficiente. Tire este conceito da sua cabeça. Ou seja, se você desenvolve um site que só roda no Internet Explorer 6, você está me excluindo, que só utilizo o Mozilla Firefox para navegar.
Não quero ser hipócrita e dizer que é fácil encontrar soluções acessíveis para tudo. Também não quero dizer que acessibilidade vem de graça e não tem custo. Não é possível considerar todos os tipos de limitações, todos os públicos e contextos na construção de um web site. Entretanto é possível melhorar consideravelmente a acessibilidade na web para numerosos grupos e contextos. E é possível também fortalecer uma consciência de que o que fazemos, fazemos para pessoas e não para máquinas.
Grupos de pessoas e contextos tecnológicos
Quando vou pensar em acessibilidade de um site, eu divido o “problema” em dois grupos. Essa é a divisão que eu faço na minha cabeça, não li em nenhum lugar isso, apenas me organizo assim quando preciso pensar em soluções para um mundo real e estou compartilhando agora com vocês.
O primeiro grupo é aquele relacionado a tecnologia (contextos tecnológicos) que vão interpretar ou acessar o seu site, ou seja, o browser, o mecanismo de busca, o dispositivo móvel (celular e PDA ), a tela do carro que acessa a internet, a geladeira (sic), o programa leitor de tela, versões impressas do site, computadores sem mouse que tem apenas teclado como forma de navegação (ou mesmo por opção), o acesso com conexão discada, o browser sem suporte a imagem ou javascript e assim por diante. Tudo isso que eu citei está relacionado a características de dispositivos ou programas. São características e contextos tecnológicos.
O segundo grupo está relacionado as pessoas e suas características, ou seja, os usuários da tecnologia. Assim temos a pessoa com déficit de visão e que tem dificuldade de leitura, o idoso, o deficiente visual, pessoas com baixa coordenação motora, daltônicos, surdos, o usuário expert de internet apaixonado por teclas de atalho, outras pessoas sem nenhum tipo de deficiência mas que está navegando na web pela primeira vez e assim por diante. Todas essas características são humanas e caracterizam grupos de pessoas.
Experiência do usuário
Com este cenário em mente, há muito o que ser explorado em termos de acessibilidade e usabilidade na web. Voltando a definição do Joe Clark, nosso desafio é fazer compensações para características tecnológicas e humanas para assegurar o acesso a um web site. Uma interface de qualquer web site traz um desafio muito grande e interessante se você estiver disposto em pensar sobre acessibilidade, seja você um arquiteto da informação, web designer, programador, redator e até mesmo empresário, dono de um negócio na web. Todos tem responsabilidades sobre a acessibilidade de um site.
Como eu disse anteriormente, não dá para considerar todos os grupos de pessoas e todos os contextos tecnológicos. Mas quanto mais você os conhece (os grupos e contextos), mais abrangente será o poder de alcance das interfaces e ambientes da informação que você cria. O resultado disso é mais dinheiro no seu bolso (se souber vender seu peixe), mais clientes, mais usuários acessando o seu site, mais consumidores satisfeitos, mais amigos e mais conhecimento para sua caixola. Por isso, vamos falando de acessibilidade que agente se encontra!



































