Esta é minha lista de artigos com a tag "Technorati"

Microformats e Firefox 3

Por: Henrique Costa PereiraMonday 8 January 2007 às 12:8

Instalei aqui no meu Firefox uma extension / add-on chamada Operator desenvolvido por Michael Kaply da IBM através do Mozilla Lab e segundo palavras dele mesmo a extension “demonstra a utilidade da informação semântica na web, em um cenário real”. Trata-se do melhor parser de microformats implementado em um browser até agora e que provavelmente algo muito semelhante estará nativo no Firefox 3 segundo Alex Faarborg, designer de experiência do usuário do Firefox 3.

Com este add-on você pode enviar o telefone da pizzaria que você encontrou no Yahoo! Local para sua lista de contatos, encontrar fotos no Flickr ou posts no Delicious ou Technorati à partir de tags de posts de blogs, encontrar a localização exata de uma foto no Google maps se ela foi geotaggeada, enviar um hcard pro seu address book e por ai vai. Apenas com um click.

O crescimento da utilização de microformats no último ano foi muito interessante. Principalmente pelo crescimento do Technorati que é o maior incentivador. E nos próximos meses pela primeira vez estando nativo em um browser, o Firefox 3. E quanto mais sua utilização crescer melhor. Assim será possível você ter acesso mais fácil a trechos de informação que te interessa como reviews, eventos, informações de contato, informações geográficas de determinada foto etc. O Flickr por exemplo implementou a especificação geo no Flickr Map. E isto é só um exemplo.

Este tratamento de pequenos trechos de informação está mais perto da web semântica do que da web do final da década de 90. Já vi algumas coisas muito criativas sendo feitas por ai como por exemplo uma api que pega informações de fotos geotageadas compartilhadas na web e te permite abrir direto no Google Earth. Vários caras e grandes empresas como o Yahoo, estão investindo cada vez mais pesado na implementação microformats e tentando chegar na frente dos concorrentes. Espera só pra ver.

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Tags: Browser Firefox 3 Microformats Technorati add-on extension

Long Tail nas buscas: Google ou Technorati?

Por: Henrique Costa PereiraWednesday 20 December 2006 às 15:20

Miles Davis Não sei porque, mas ultimamente tenho feito mais buscas no Technorati em assuntos de interesse pessoal como jazz, cinema europeu, quadrinhos etc do que no Google. Acredito que esse seja o efeito Long Tail. Eu considero que informações vindas especificamente de blogueiros apaixonados por estes assuntos, me interessam muito mais do que vindas de fontes tradicionais, gravadores etc, pagas para falar bem ou por terem os direitos autorais. As vezes um site de um blogueiro mil vezes menor do que um grande portal de música, oferece conteúdo mais segmentado que reflete melhor seus interesses pessoais do o conteúdo do grande portal.

No Technorati você pode fazer uma busca por exemplo por “Miles Davis” e saber que a maioria dos resultados terá algum interesse pra você principalmente se filtar por “a lot of authority“. Já no Google, você encontra sites mais institucionalizados do que blogs sobre o assunto. Tudo é uma questão de interesse. Mas se você quer informações específicas de pessoas com os mesmos interesses que você, o Technorati é mais eficiente. Concorda? Ou ainda acha que o Google consegue retornar resultados melhores? Aproveitando a deixa, se você é fã de Jazz e quer trocar figurinhas, entre em contato!

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Tags: Google Jazz Long Tail Miles Davis Revolução Etc Technorati

Technorati no topo do mundo e os blogs como modelo de negócios

Por: Henrique Costa PereiraWednesday 6 December 2006 às 12:6

Technorati Essa é para aqueles que acreditam que “esse negócio de blog” não dá dinheiro (ou então não deveria dar). O Technorati foi eleito pelo Fórum Econômico Mundial (satã para alguns e anjos da globalização para outros) como um dos pioneiros em tecnologia no ano 2006 junto com outras 47 companhias espalhadas pelo mundo. No site do Fórum Econômico Mundial é possível até ver uma entrevista com Dave Sifry o criador do Technorati. Os caras já estão até na Time considerado o termômetro de fama em qualquer coisa no mundo.

Há várias coisas interessantes a se observar nisso tudo. Uma delas é a afirmação da web e mais especificamente dos blogs como mídia de informação e entretenimento (que é o que justifica a existência do Technorati) com grande poder e potencial de alcance. Bom, pelo menos aumentando a cada ano nos países do sul. Outra coisa muito importante a se ressaltar é o fato dos blogs começarem a ser levados a sério como modelo formal de negócios. Este é meu ponto preferido. Alias, levado a sério lá fora ele já é faz um tempo. Aqui no Brasil onde ainda há pessoas colocando garrafas pet sobre o padrão da rede elétrica (para economizar energia, vai me dizer que você não sabia?) é que existem pessoas que não acreditam que é possível faturar com blogs. A dúvida em relação a este princípio só é questionada em países em desenvolvimento (uma forma politicamente correta de chamar os países atrasados que estão pegando o bonde da economia e tecnologia andando). Se isso fosse inviável, porque você acha que um site que indexada blogs chamou a atenção do Fórum Econômico Mundial, o vaticano do capitalismo? Não é porquê ele gera pobreza entre geeks que poderiam estar “trabalhando de verdade” e sim pelo potencial de gerar riqueza de forma criativa.

Cada dia mais blogueiros estão começando a faturar o suficiente para largar seus empregos ao redor do mundo. No Brasil isto ainda é devagar (e silencioso), mas há mais pessoas tirando um mínimo de 1000 dólares por mês do que vocês pensam, blogueiros que estão por ai. E acredito que muitos não revelam com medo de perder espaço ou serem boicotados. E a blogosfera brasileira é a única que eu vi até hoje ter pessoas acusando outras por “ganharem dinheiro”. Lamentável. Fale isso para o Sifry que está rindo de orelha a orelha.

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Tags: Blogs Brasil Fórum Econômico Mundial Modelo de Negócios Technorati problogger

Technorati Link Count Widget: Toda força em prol dos diálogos

Por: Henrique Costa PereiraSunday 19 November 2006 às 16:19

O Technorati acaba de lançar o Link Count Widget (a tradução seria widget contador de links), trata-se de uma forma de mostrar em tempo real a quantidade de links apontados para determinado post do seu site já indexado pelo Technorati. O interessante é que mesmo que a plataforma que você bloga não possua um sistema de pingback ou trackback eficiente, será possível agora ver no seu próprio artigo o quanto de diálogos ele gerou entre outros blogueiros. Isso é possível por que o Technorati indexa e relaciona estes links pra você. A medida que um artigo seu é discutido em outros blogs (conseqüentemente receberá um link apontando pra ele), a quantidade de “blog reaction” também aumenta dinamicamente. No meu site eu coloquei logo no fim do artigo e na home, na listagem de artigos, coloquei ao lado do trecho que exibe a quantidade de comentários que determinado artigos possui.

Essa é mais uma forma criativa de exibir o quanto a blogosfera dialoga sobre determinado assunto escrito por determinada pessoa. Quando algum blog apontar um link para este artigo, será possível acompanhar toda a discussão nos outros sites à partir desta url.

É muito simples de "instalar", basta dar uma olhada em qual plataforma você bloga e adicionar no código do seu site. Todos os estilos são padrões e vem do próprio script. Você não precisa se preocupar em estilizar. Estava sentindo culpa e se sentindo pouco moderno por não ter implementado trackbacks até hoje? Seus problemas acabaram. Topa aderir a mais esta? Não deixe a preguiça te atingir, vai lá e instala isso agora. Quanto mais isto se espalhar pela web, mais poderemos ver a popularidade de um site e o quanto de diálogo está sendo feito agora, em tempo real. Já fiz minha parte, agora espalhe a notícia.

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Tags: Technorati pingback trackback

Technorati, Pingerati e Microformats Search

Por: Henrique Costa PereiraMonday 5 June 2006 às 13:5

Mais uma vez o Technorati avança e inova com um mecanismo de busca de Microformats e um redistribuidor de pings, o Pingerati. O que eu acho muito interessante sobre o Technorati é o quanto esta empresa cresce em tamanho proporcionalemente ao incentivo e divulgação dos padrões que ela investe, mais especificamente os microformats. Se você ainda não sabe nada sobre microformats, leia os diversos textos que eu escrevi sobre o assunto para ficar por dentro.

Technorati

Para quem não conhece, o Technorati é hoje a maior autoridade em blogs do mundo. Ele é o maior indexador de conteúdo vindo especificamente de blogs. As principais ferramentas gratuitas e pagas de publicação de conteúdo como o WordPress e Movable Type te permitem enviar pings automáticos para o Technorati a cada novo post que você escreve. Através dele você consegue ver a rede de conexões que se cria entre os sites e inclusive ver uma lista de todos os sites que linkam você.

O Technorati também é o maior incentivador dos microformats hoje. Desde janeiro de 2005 o atributo rel="tag", a marca registrada da “folksonomia” onde os autores “taggeam” seu próprio conteúdo classificando-o em palavras chaves, se tornou uma inovação no Technorati ao implementarem um sistema de busca que indexa essas tags criadas pelos próprios autores de blogs. O Technorati Tag Search permite você encontrar conteúdos publicados no mundo inteiro a partir das tags que você mesmo cria e utiliza no seu site por exemplo.

Pingerati

Os Microformats já estão presentes em vários blogs e feeds espalhados pelo mundo. E uma das formas que o Technorati encontrou para ajudar a propagação e distribuição desse conteúdo formatado com um objetivo comum (reviews, calendários, informações de contato etc), foi o Pingerati.

Ele funciona da seguinte maneira: a medida que os microformats crescem em todo o mundo, há uma necessidade de conectar estes formatos de dados específicos com os mecanismos de busca, o que tornará possível com que nós usuários possamos obter resultados de busca cada vez mais específicos, como data de eventos, informações sobre contatos comerciais e reviews de produtos por exemplo. O Pingerati diariamente recebe pings de sites e blogs do mundo inteiro em vários formatos como hCards, hReviews, hCalendar etc. Além de armazenar esse conteúdo, ele foi feito para repassar essas informações para outros mecanismos de busca e indexação que tiverem interesse em receber este tipo de conteúdo, como o Google, Yahoo e MSN por exemplo. Bastam ter o interesse. Esse processo é mais ou menos o mesmo que o próprio Technorati já faz com o conteúdo publicado em blogs, mas o Pingerati é um mecanismo específico para trechos de conteúdo publicados em alguma especificação microformat.

Se seu site eventualmente publica conteúdo que leva alguma especificação Microformats seja ele um blog ou não, você pode programar seu editor de conteúdo para enviar pings automaticos para o Pingerati. No WordPress basta ir em Options e depois em Writing. No final da página em Update Services basta colocar a seguinte url:


http://pingerati.net/ping/http://www.revolucao.etc.br/

No seu caso, é claro, basta apenas substituir a URL do Revolução Etc pela sua. Esse processo também pode ser automatizados em outros editores de conteúdo como o Drupal e o Movable Type, basta você procurar na documentação que você encontra como fazer. Se seu editor de conteúdo já “pinga” automaticamente no Technorati, vale lembrar que ele já indexa seu conteúdo microformat mesmo que você não envie pings para o Pingerati.

E o Pingerati é apenas a ponta do iceberg daquilo que ainda será feito com os microformats. É só esperar pra ver.

Microformats Search

O lançamento pela Technorati do Microformats Search é mais uma cartada que aposta no crescimento do ecosistema microformats pelo mundo. Como o Tantek Çelik expressou em seu texto de anúncio do Microformats Search, a utilização dos micro-formatos permite com que as pessoas tenham controle sobre seus próprios dados e informações, através de uma simples padronização na marcação do HTML ou do XML. Isso facilita com que os mecanismos de busca tratem essas informações publicadas em todo o mundo de forma específica, como informações sobre contato, reviews, datas, eventos etc. Se por exemplo você quiser fazer uma busca apenas por eventos que foram realizados em uma determinada data entre janeiro e fevereiro de 2006, isso será perfeitamente possível com o Microformats Search. Mas lembre-se que isso ainda não está implementado, é apenas uma das várias maneiras com que a informação recebida poderá ser tratada.

Neste novo mecanismo, você pode realizar buscas por contatos, eventos e reviews separadamente. Como eu já discuti anteriormente em vários textos, a aplicação dos microformats elevam o valor semântico de determinados trechos, dando significados para pequenos blocos de conteúdo que as tags XHTML são limitadas e incapazes de atribuir.

Com o tempo, está é uma previsão minha e no meu ponto de vista até meio óbvia, as técnicas de SEO e as empresas encarregadas de estudar estratégias de como tornar um conteúdo relevante na web, terão os microformats como uma extensão obrigatória do estudo de semântica. Porque os microformats abrem um leque muito maior para dar significado ao conteúdo que nós compartilhamos na web do que simplesmente utilizar as tags corretamente e na hora certa. Semântica de XHTML é muito relevante com toda certeza, mas microformats (e um mecanismo de busca específico para isso) prova que só isso não basta. Só o tempo provará essa previsão pra você e nem adianta me escrever questionando isso.

Referências:

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Tags: Blogs Microformats Pingerati SEO Semântica Web Technorati hCalendar hCard hReview markup relTag

Folksonomia e a maneira com que nós colocamos ordem nas coisas

Por: Henrique Costa PereiraWednesday 1 March 2006 às 14:1

A maneira com que as coisas na web estão relacionadas uma com as outras estão em constantes mudanças. E uma das coisas que eu acho mais interessante é a maneira com que a informação é organizada e tratada. As informações que circulam na web todo dia, são avaliadas (ratings) por diversos tipos de mecanismos (user agents), e dessas avaliações, são criadas relações de relevância entre todas as informações encontradas. Quando você faz uma busca em algum destes mecanismos, o que eles fazem nada mais é do que te retornar o resultado de algo que já foi avaliado, analisado e relacionado em ratings, hankings, naturalmente tudo pré-determinado por algum algoritmo que relacionou estas informações contidas nas páginas de diferentes sites, uma com as outras.

Estes são exemplos clássicos e bem básicos de como a informação que nós publicamos na web é tratada. Os critérios dessas avaliações podem ser vários, mas no geral, sites que seguem os web standards tendem a ter uma relevância muito maior. Dentre várias formas de se tratar a informação, existe uma que ficou muito conhecida no mundo dos blogs e que a cada dia tem expandido seus horizontes, que é a folksonomia.

Antes disso, a taxonomia

Taxonomia (taxonomy) é o estudo da classificação das coisas. É o ato de dar nomes, classificar, identificar. Taxonomia é assunto de diversas áreas do conhecimento humano como a computação, antropologia, biologia dentre outras. Quando um cientista classifica um novo inseto, ele procura classificá-lo dentro de uma categoria já existente, baseado em uma lógica estabelecida, verifica qual família ele pertence e no fim encontra o nome mais adequado àquela espécie. Isso é taxonomia. O ato de classificar as coisas.

Agora, folksonomia

Folksonomia (folksonomy) é a junção de duas palavras “folk” (povo, gente) e “taxonomia”. A origem desta palavra é atribuida a um arquiteto da informação chamado Thomas Vander Wal também atual membro do Web Standards Project. O resultado final é algo do tipo “classificação do povo”. Mas não associe isso com a classificação de pessoas em si, e sim com classificação feita por pessoas.

Folksonomia é uma forma relacional (criar relações entre coisas) de categorizar e classificar na web. Ao invéz de utilizar uma forma hierárquica e centralizada de categorização de alguma coisa, o usuário escolhe palavras-chaves (conhecidas como “tags”) para classificar a informação ou partes de informação. Tag em inglês significa “etiqueta”, “identificação”. “Taggear” é identificar, etiquetar alguma coisa. Não confunda o termo tag abordado aqui com as tags de HTML, eles são dois processos distintos de classificar (dar significado?) as coisas.

Classificando

Diversas aplicações web, comumente aquelas que estão relacionadas a ferramentas sociais e colaborativas, utilizam esta forma de classificação (folksonomia) que é entregue na mão do “povo”, ou seja, dos usuários e dos autores. Classificar suas fotos e compartilhar com amigos no Flickr taggeando cada foto que você insere no seu album, bookmarks sociais no Del.icio.us onde você insere várias keywords (palavras-chaves) para classificar seus bookmarks, ferramentas de blogs como o WordPress onde os autores classificam suas entradas ou artigos em várias “tags” (categorias) ao mesmo tempo, mecanismos de busca especializados em blogs como o Technorati, que fazem buscas relacionadas com as tags que você insere no seu site, editor de texto online como o Writely, que permite você taggear todos seus documentos de texto e, mesmo que nem todos estejam compartilhados, facilita a maneira com que você pode encontrar os documentos que estão relacionados com palavras-chave específicas. São muitas as aplicações que podem utilizar este tipo de classificação conhecida como folksonomia.

Taggear é classificar

O resultado disso no mundo é uma enciclopédia de meta-informação visual gerada pelos usuários. A lógica é a seguinte, quando escrevemos, postamos imagens no Flickr ou taggeamos qualquer coisa na web, nós estamos relacionando um objeto a uma ou mais “tags” (palavras-chave) classificando este objeto. Ou seja, o que fazemos é relacionar determinada informação, como uma página web (Del.icio.us), uma foto (Flickr), um post (blogs) com um determinado conjunto de palavras-chaves. Isso é gerar meta-informação on the fly.

Como assim avaliar?

“Rating” em inglês, significa “avaliar”. Avaliar alguma coisa é fazer apreciação, analisar. Quando você taggeia um artigo no seu blog você está associando um conjunto de tags com o conteúdo, ou seja, você está criando um tipo de “rating” (avaliação) sobre aquele objeto. Você classificou determinado artigo por exemplo, em um conjunto de palavras-chaves. Quando o Google ou o Technorati (e centenas de outros mecanismos de busca) encontram o seu site, eles podem tratar a meta-informação que recebem de várias maneiras. Uma delas é verificar a relação das palavras-chaves que você inseriu com o próprio conteúdo taggeado e confirmar a relevância existente.

Se por exemplo você insere palavras a esmo, sem relação nenhuma com o conteúdo, e acha que isso pode ajudar a aumentar a relevância do seu site, os resultados podem ser desatrosos como o caso do site da BMW na Alemanha que teve o site retirado dos resultados das buscas do Google por utilizar de técnicas deste tipo. Só o conteúdo realmente relevante e devidamente codificado e taggeado terá grande valor no final. Mas lembre-se, que folksonomia bem aplicada é apenas um único aspecto de um conjunto de vários outros fatores que podem otimizar seu site nos mecanismos de busca.

Folksonomia e semântica web

Toda informação que está diretamente relacionada com outra informação, que em outras palavras serve para descevê-la, é meta-informação. As tags também são um tipo de meta-informação visível que dá significado de um conteúdo para usuários e máquinas ao mesmo tempo. Quanto mais informação existir sobre a própria informação mais os mecanismos de busca serão cada dia mais precisos. E eles dependem intimamente disso para existir. Todo desenvolvedor web que migrou do jeito antigo de estruturar sites em tabelas para seguir os padrões sabe o que um código semântico é capaz de mudar o posicionamento de um site no Google. Na minha opinião, folksonomia aplicada consistentemente é um aspecto muito importante nessa otimização (SEO).

Como taggear

A forma mais correta de taggear é através da especificação microformats Rel tag, que eu escrevi recentemente aqui no Revolução. Leia o texto para mais detalhes. Através do atributo rel você informa que determinado hyperlink trata-se do endereço de uma tag no seu site. Se você observar na lateral do Revolução Etc, vai encontrar uma sessão chamada “tag” onde se encontra a relação de todas as tags que eu utilizo no meu site. E no final de cada artigo que eu escrevo você encontra a relação de tags que foram utilizadas para taggear (classificar) aquele artigo. Se clicar em uma delas, você vai para uma página onde estará relacionado todos os artigos escritos que foram relacionados com aquela palavra-chave específica. Simples assim. Isso é taggear.

Pode dar uma olhada com mais detalhes na página do Technorati que te ensina com detalhes como implementar folksonomia no seu site e se quiser algo em português eu já escrevi sobre isso por aqui.

Flying higher

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Tags: Blog Flickr Folksonomia Microformats SEO Semântica Web Tag Taxonomia Technorati User Agent Web Standards WordPress Writely del.icio.us folksonomy hyperlinks metadata rel relTag tags web

Microformats: os atributos rel e rev

Por: Henrique Costa PereiraFriday 17 February 2006 às 20:17

Além de dar continuidade na série de artigos sobre hyperlinks, este texto também trata sobre as especificações microformats que utilizam estes atributos como parte de sua especificação. Apesar destes atributos estarem presentes nas documentações da W3C do HTML desde meados da década de 90, só agora eles estão sendo amplamente utilizados com o advento das especificações microformats. Vamos ver todas estas especificações aqui uma a uma.

O atributo Rel: qual é a relação?

O atributo rel (”rel vem da palavra “relationship” ou “relação”, “relacionamento” em português) pode ser aplicado aos elementos e para informar a relação que a URL que você está linkando tem em relação com a página onde o link está. Por exemplo, se eu posto um link aqui no meu site para o site do Flávio Japs eu poderia usar o atributo rel da seguinte forma:

<a rel="friend co-worker" title="Visite o site do Japs"
href="http://www.japs.etc.br/">Japs </a>

Isto pode ser lido da seguinte maneira: O site Japs é um amigo (friend) e trabalha junto comigo (co-worker). Ou seja, links são pessoas. Principalmente no mundo dos blogs. O atributo rel te permite informar a relação que você (www.seusite.com.br) tem com os links que você posta diariamente no seu site.

Veja outro exemplo do atributo rel aplicado na tag link:

<link title="RevolucaoEtc - Todos os Posts"
type="application/rss+xml" rel="alternate" />

Isto pode ser lido da seguinte maneira: o link para os feeds do meu site (http://feeds.feedburner.com/Revolucao) é um conteúdo alternativo (rel=”alternate”) para o meu próprio site (www.revolucao.etc.br) que é onde o link se encontra. Esta é a função deste atributo criado pela W3C desde meados da década de 90. Fornecer informação e meta-informação de relação entre uma fonte (URL) e outra na web, ou entre um documento (.html) e outro.

O atributo Rev: qual a relação reversa?

Agora que você entendeu o atributo rel, entender o atributo rev e a diferença entre eles é mais fácil. Acima eu exibi a relação que o meu site tem com o meu endereço de feeds (alternate). Agora dentro do meu arquivo de feed, eu poderia colocar um link para o meu site e inserir o atributo rev da seguinte maneira:

<a rev="alternate"
href="http://www.revolucao.etc.br/wp-admin/www.revolucao.etc.br">
Revolução etc
</a>

Ou seja rev (da palavra “reverse” que significa, “inverso” ou “ao contrário”) informa a relação contrária que uma fonte (URL) tem com outra. Se você ainda está com uma pulga atrás da orelha, vamos dar uma olhada nas especificações microformats uma a uma para entender melhor como isso funciona.

Rel Tag

Ao adicionar o atributo rel com o valor de tag (rel=”tag”) em um hyperlink, você está indicando aos user agents que o destino daquele link refere-se ao que chamamos de “tag” (ou “categoria”) de um site. Quando você escreve um artigo no seu site e o classifica em uma ou mais de uma categoria, espera-se que o usuário possa acessar uma listagem de artigos relacionados com aquela categoria específica. Ou seja, o destino deste hyperlink deve existir como uma página e que funcione como um filtro que relacione apenas os textos relacionados com aquela categoria específica. Veja um exemplo:

<a rel="tag" title="Technorat"
href="http://www.revolucao.etc.br/archives/category/technorat/">
Technorat
</a>

A aplicação desta especificação rel-tag está muito relacionada com blogs mas não limitando-se a ela. O maior exemplo prático disso você encontra no Technorati, o maior mecanismo de busca relacionado a blogs. Lá você faz uma busca selecionando uma tag que busca em milhares de sites espalhados pelo mundo e que compartilham da mesma palavra chave (tag). O Technorati é o maior incentivador desta especificação e até ensina os usuários a taggear corretamente.

As tags (ou categorias como preferir) são tipos de de meta-informação visíveis, ou seja, através de uma listagem de tags em um site, você consegue acessar informações muito mais facilmente relacionada com uma palavra-chave, como na lateral do meu site. No site microformats você pode ver diversas implementações que podem servir como sugestões pra você.

XHTML Friends Network (XFN)

A W3C especificou um atributo para ser inserido na tag HEAD chamado “profile” ou “Meta data profiles”. A função deste atributo é especificar a localição de um perfil de meta-informação onde usar agents podem utilizar estes perfis profile reconhecendo uma identidade comum e executar algum tipo de atividade baseado nas convenções daquele perfil. Por exemplo, os mecanismos de busca podem fornecer uma interface de busca que utilize um catálogo de documentos HTML onde todos estes documentos utilizem o mesmo perfil de entrada. Um exemplo prático disso é o buscador Rubhub que faz suas buscas baseadas na relação que um site tem com outro utilizando o perfil do XFN.

O XHTML Friends Network é um profile criado para representar relacionamentos entre sites através de hyperlinks onde você informa a relação que você tem com os sites que você linka no seu blog, apenas utilizando o atributo “rel” nos seus hyperlinks. Vamos ver como isso funciona.
Primeiro você insere o atributo profile com o valor apontando para a página de profiles do XFN da seguinte maneira:


<head profile="http://gmpg.org/xfn/11">

Nesta página linkada, se encontra o perfil de meta-informação de relacionamentos (XFN 1.1 relationships meta data profile) que você pode utilizar. Lá cada item está explicado um a um. A aplicação destes perfis é como no exemplo que eu dei logo acima. Veja novamente:

<a rel="friend co-worker" title="Visite o site do Japs"
href="http://www.japs.etc.br/">Japs</a>

Como eu mostrei no exemplo acima, eu indiquei através do atributo “rel” que o Flávio Japs é meu amigo (friend) e trabalha junto comigo (co-worker) conforme especificado no perfil que eu referênciei na tag head do meu site através do atributo profile.

O Technorati, WordPress, Feedster são alguns exemplos de sistemas que já adotam amplamente o XFN.

Rel-license

Rel-license nada mais é do que um padrão para indicar conteúdo relacionado a licença. Adicionando rel=”license” a um hyperlink você estará indicando que o destino do hyperlink se refere a licença da página atual. Veja um exemplo que você pode encontrar no meu site:

 <a title="Creative Commons License" rel="license"
href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/2.0/br/">
Creative Commons License
</a>

Declarando desta maneira eu estou indicando que o meu site está sob a licença da Creative Commons License. Para vocês terem uma idéia da implementação disto, o Yahoo e o Google possuem em seus mecanismos de buscas formas específicas de encontrar conteúdo baseado na licença de uso.

Rel-nofollow

A especificação Rel-nofollow inserida em hyperlinks através do atributo rel (rel=”nofollow”) indica que o destino do hyperlink não deve ser seguido por nenhum tipo de user agent automatizado, como os mecanismos de busca por exemplo. Para você ter uma idéia prática sobre esta especificação, sabe aqueles comentários nos blogs de pessoas que só querem divulgar seus sites para aumentar o hanking deles no Google espalhando, da forma mais viral possível, links em todos os sites que permite comentários? O Google estimula o uso de rel=”nofollow” em todos os links de comentários nos sites como uma forma de combater os comentários de spammers. Veja um exemplo:

<a rel="nofollow" xhref="http://www.example.com/">Exemplo</a>

O Google estimula o uso de rel=”nofollow” em qualquer lugar em que os usuários podem inserir por si próprios comentários e hyperlinks, como nas áreas de comentários de qualquer site. São várias as ferramentas de blogs que já trazem esta especificação por padrão, como o Blogger, WordPress e Flickr. No WordPress, bem como no meu site, por exemplo, todos os links dos sites das pessoas que comentam aqui, trazem por padrão o atributo rel=”nofollow” toda vez que você preenche o campo “site” para inserir algum comentário, ou seja, o Google não considera os links inseridos aqui e eles não são links válidos para aumentar o hanking de ninguém.

Vote Links

Sistemas de indexação geralmente tratam os hyperlinks como um tipo de “apoio” que se oferece ao destino do próprio hyperlink, ou seja, uma forma de expressar aprovação, suporte, admiração etc. Quantos de nós não fica feliz a cada vez que o nosso site é linkado espontaneamente em outro site como uma referência? Isto também em certos aspectos é sinal de prestígio. Uma das razões práticas que justifica esse prestígio é que a cada vez que o seu site é linkado, o seu hanking na web aumenta, por que naturalmente se consideranda que quanto mais links o seu site possui espalhado pelo mundo, mais relevante ele é em relação aqueles que possuem menos links. Este é um princípio básico de SEO. Agora e quando queremos demonstrar o sentimento oposto de desaprovação a uma referência na web? Qual seria a solução?

A especificação microformat vote-links propõe três novos valores para ser inserido no atributo rel. Eles são vote-for (voto a favor), vote-abstain (abster do voto) ou vote-against (voto contra) que significam respectivamente concordância, abstenção ou indiferença e desacordo.

Um hyperlink qualquer inserido no seu site que não utilize nenhum destes valores através do atributo “rel” julga-se implicitamente que o fato de estar linkando para um determinado endereço, sua relação seja de apoio, suporte e aprovação conforme eu descrevi acima a relação que os hyperlinks naturalmente suportam. Com exceção do rel=”nofollow” que na prática funciona como um rel=”vote-against”, ou seja, não se declara à favor e nem contra.
De modo geral as possibilidades de aplicação desta especificação microformat é enorme. Você pode criar user agents específicos que avaliam índices de aprovaçao ou desaprovação nos sites, gerar estatísticas e medir a populaidade sobre determinado assunto simplesmente implementando a especificação vote-links.

O Paolo Massa chegou até a criar uma extensão para o Firefox chamada SemanticLinks que mostra de uma forma visual através de ícones certas meta-informações inseridas nos links, como vote-links, rel-nofolow etc.

Referências:

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Tags: Google Microformats SEO Semântica Web Tag Technorati User Agent W3C Web Standards WordPress XFN XHTML hyperlinks rel rel-nofollow relLicense relTag rev vote-links




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Sobre o Revolução Etc

Foto do autor Henrique Costa Pereira O Revolução Etc é o site pessoal do Henrique C. Pereira que trabalha com design de interfaces, planejamento, arquitetura da informação e desenvolvimento para web. Ele escreve aqui sobre várias coisas relacionadas com acessibilidade, web standards, tecnologia, desenvolvimento e o que mais der na telha, além de eventualmente escrever alguma coisa ou outra para o Webinsider. Leia mais.

Livros que vão colocar minhocas na sua cabeça:

  • SEO Otimização de Sites - Paulo Teixeira
  • Não me faça pensar! - Steve Krug
  • Google Adwords a Arte da Guerra - Ricardo Vaz Monteiro
  • Design para Internet: Projetando a Experiência Perfeita - Felipe Memoria
  • Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos - Marco Antônio de Queiroz (MAQ)
  • 250 Segredos para Web Designers - MOLLY E. HOLZSCHLAG
  • O design do dia a dia - DONALD A. NORMAN
  • Ser e o Nada - Jean-Paul Sartre
  • Apocalípticos e Integrados - Umberto Eco
  • Ergodesign e Arquitetura de Informação - LUIZ AGNER
  • The Art and Science of Web Design - Jeffrey Veen
  • Ansiedade de Informação 2 - RICHARD SAUL WURMAN
  • Criando Páginas Web com CSS - ANDY BUDD, CAMERON MOLL, SIMON COLLISON
  • Mobile Web Design - Cameron Moll
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Sites dos colegas de trabalho na Webroom.

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Procurando inspiração? Esta é uma breve lista do que eu ouço!

  • Diana Krall - The Very Best Of
  • U2 - How to dismantle an atomic bom
  • U2 - 18 singles
  • The Essential - Bob Dylan
  • Bob Dylan - Modern Times
  • Miles Davis - Cool & Collected
  • Miles Davis - Prestige Profiles Vol 1
  • Pink Floyd - The Division Bell
  • Pink Floyd - The wall
  • Pink Floyd - Delicate Sound Of Thunder
  • John Coltrane - The Best of John Coltrane
  • The beatles - The Beatles 1