Esta é minha lista de artigos com a tag "Flickr"

Se não foi no EBAI, perdeu!

Por: Henrique Costa PereiraMonday 22 October 2007 às 22:22

Desculpem a ausência nestas últimas semanas, mas precisava deixar tudo em dia pra não faltar ao 1º Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação, o EBAI , que aconteceu neste último final de semana em São Paulo. E sinto dizer isso a você, mas com certeza você perdeu o melhor evento de AI do Brasil se você não foi! É só perguntar pra quem foi. O evento foi excelente, na minha opinião foi um divisor de águas na história da arquitetura da informação brasileira. Acho que representou um grande passo no amadurecimento de uma profissão, mesmo com algumas trilhas ainda incertas e indefinidas. AI é uma obra aberta em vários aspectos!

As apresentações foram muito criativas, variando em temas como acessibilidade, mobile books, estatísticas, cases etc. O interessante foi ver que em alguns casos havia choque de idéias, diferentes visões e perspectivas, afirmações ousadas, seja de quem estava lá na frente ou de quem estava apenas “sentado”. As discussões estavam presentes no auditório e fora dele. Não vou citar palestras específicas por que foram muitas e seria injusto. Mais foi tudo perfeito, da comida ao happy hour!

Havia muitos blogueiros, mais até do que eu esperava e o encontro acabou sendo refletido pela presença deles. Como não podia faltar, o happy hour que parece já ter se tornado cultura de AI ocorreu nas duas noites. Pude rever vários amigos que conhecia pessoalmente e encontrar pela primeira vez com pessoas que já conversava há muito por messengers. E é claro, conhecer pessoas que eu apenas estava acostumado a ler! Você que não foi só vai poder conferir as fotos pelo Flickr, que acabou sendo eleito o fotolog oficial do evento. Basta procurar pela tag EBAI no Flickr. E se você foi ao evento, coloque uma foto sua no Flickr com seu nome completo e url (se tiver) e basta etiquetá-la como EBAI, para ser achada é claro! É muita gente e não dá pra lembrar o nome de todo mundo! Provavelmente nem todos vão conseguir colocar todas as fotos dos dois dias de evento lá nos próximos dias, ou seja, agora deve ter poucas lá, mas acho que até o final de semana já teremos muitas fotos. Pronto, agora é a hora de você chorar se não pode ir. E pode começar que eu nem vou sentir pena!

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Tags: Arquitetura da informação EBAI Flickr

Taxonomia vs Folksonomia

Por: Henrique Costa PereiraTuesday 5 June 2007 às 01:5

Folksonomia tem seu papel garantido na história, isso é fato! Principalmente por causa da tal “web 2.0″. No meu Delicious por exemplo, eu odiaria não poder usar uma tag que descreve pra mim mesmo aquilo que eu penso sobre o conteúdo. Nós dizemos para nós mesmo qual o significado que o conteúdo daquela url possui e pronto!

Mas se precisar fazer uma busca em bancos de imagens, qual sistema de classificação você vai preferir, taxonomia ou folksonomia? Para comparar os dois faça uma busca específica no Stock.xchng e depois faça a mesma busca específica no Getty Images. Faça uma busca, por exemplo, por cross arms white background. O Getty Images tem um sistema de classificação feito por especialistas, ou seja, 100% taxonomia, onde cada imagem é analisada uma a uma e associa-se uma quantidade controlada de palavras. Já o sistema de classificação das imagens do Stock.xchng é 100% folksonomia, feito pelas pessoas que contribuem para o crescimento do banco de imagens lá, ou seja, os próprios usuários.

Eu sempre fico impressionado com a quantidade de query maluca que eu faço no Getty Images e as respostas que ele sempre me traz! Possui uma consistência de termos muito forte e precisa em relação as imagens. Já no Stock.xchng nem sempre é possível encontrar consistência nem de idioma. Os usuários são de culturas diferentes, e mesmo entre aqueles que falam a mesma língua, você vê uma grande diferença educacional que faz com que imagens similares sejam tagueadas de forma tão distinta uma das outras. Não estou dizendo ou defendendo que um Flickr ou o Stock.xchng são um fracasso por utilizar folksonomia. Estou só colocando minhoca na cabeça de quem está lendo isto aqui. Minha avaliação das coisas está sempre relacionada com meus objetivos. Estou mais preocupado em criar um site para as pessoas se divertirem ou para trabalho? O Flickr é um sucesso por que é divertido e foi criado para este contexto. Já quando eu uso um banco de imagens, eu nunca estou atrás de diversão. A regra principal a ser levada em consideração chama-se “contexto“.

Em resumo, quanto mais específica é a imagem que eu preciso buscar, levando em consideração produtividade e facilidade, eu não penso duas vezes em fazer minha busca no Getty Images ao invés de ficar garimpando fotos no Stock.xchng. Ou seja, prefiro o sistema de taxonomia tradicional do que a folksonomia neste contexto! E você, o que acha?

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Tags: Flickr Folksonomia Getty Images Stock.xchng Taxonomia del.icio.us

Folksonomia e a maneira com que nós colocamos ordem nas coisas

Por: Henrique Costa PereiraWednesday 1 March 2006 às 14:1

A maneira com que as coisas na web estão relacionadas uma com as outras estão em constantes mudanças. E uma das coisas que eu acho mais interessante é a maneira com que a informação é organizada e tratada. As informações que circulam na web todo dia, são avaliadas (ratings) por diversos tipos de mecanismos (user agents), e dessas avaliações, são criadas relações de relevância entre todas as informações encontradas. Quando você faz uma busca em algum destes mecanismos, o que eles fazem nada mais é do que te retornar o resultado de algo que já foi avaliado, analisado e relacionado em ratings, hankings, naturalmente tudo pré-determinado por algum algoritmo que relacionou estas informações contidas nas páginas de diferentes sites, uma com as outras.

Estes são exemplos clássicos e bem básicos de como a informação que nós publicamos na web é tratada. Os critérios dessas avaliações podem ser vários, mas no geral, sites que seguem os web standards tendem a ter uma relevância muito maior. Dentre várias formas de se tratar a informação, existe uma que ficou muito conhecida no mundo dos blogs e que a cada dia tem expandido seus horizontes, que é a folksonomia.

Antes disso, a taxonomia

Taxonomia (taxonomy) é o estudo da classificação das coisas. É o ato de dar nomes, classificar, identificar. Taxonomia é assunto de diversas áreas do conhecimento humano como a computação, antropologia, biologia dentre outras. Quando um cientista classifica um novo inseto, ele procura classificá-lo dentro de uma categoria já existente, baseado em uma lógica estabelecida, verifica qual família ele pertence e no fim encontra o nome mais adequado àquela espécie. Isso é taxonomia. O ato de classificar as coisas.

Agora, folksonomia

Folksonomia (folksonomy) é a junção de duas palavras “folk” (povo, gente) e “taxonomia”. A origem desta palavra é atribuida a um arquiteto da informação chamado Thomas Vander Wal também atual membro do Web Standards Project. O resultado final é algo do tipo “classificação do povo”. Mas não associe isso com a classificação de pessoas em si, e sim com classificação feita por pessoas.

Folksonomia é uma forma relacional (criar relações entre coisas) de categorizar e classificar na web. Ao invéz de utilizar uma forma hierárquica e centralizada de categorização de alguma coisa, o usuário escolhe palavras-chaves (conhecidas como “tags”) para classificar a informação ou partes de informação. Tag em inglês significa “etiqueta”, “identificação”. “Taggear” é identificar, etiquetar alguma coisa. Não confunda o termo tag abordado aqui com as tags de HTML, eles são dois processos distintos de classificar (dar significado?) as coisas.

Classificando

Diversas aplicações web, comumente aquelas que estão relacionadas a ferramentas sociais e colaborativas, utilizam esta forma de classificação (folksonomia) que é entregue na mão do “povo”, ou seja, dos usuários e dos autores. Classificar suas fotos e compartilhar com amigos no Flickr taggeando cada foto que você insere no seu album, bookmarks sociais no Del.icio.us onde você insere várias keywords (palavras-chaves) para classificar seus bookmarks, ferramentas de blogs como o WordPress onde os autores classificam suas entradas ou artigos em várias “tags” (categorias) ao mesmo tempo, mecanismos de busca especializados em blogs como o Technorati, que fazem buscas relacionadas com as tags que você insere no seu site, editor de texto online como o Writely, que permite você taggear todos seus documentos de texto e, mesmo que nem todos estejam compartilhados, facilita a maneira com que você pode encontrar os documentos que estão relacionados com palavras-chave específicas. São muitas as aplicações que podem utilizar este tipo de classificação conhecida como folksonomia.

Taggear é classificar

O resultado disso no mundo é uma enciclopédia de meta-informação visual gerada pelos usuários. A lógica é a seguinte, quando escrevemos, postamos imagens no Flickr ou taggeamos qualquer coisa na web, nós estamos relacionando um objeto a uma ou mais “tags” (palavras-chave) classificando este objeto. Ou seja, o que fazemos é relacionar determinada informação, como uma página web (Del.icio.us), uma foto (Flickr), um post (blogs) com um determinado conjunto de palavras-chaves. Isso é gerar meta-informação on the fly.

Como assim avaliar?

“Rating” em inglês, significa “avaliar”. Avaliar alguma coisa é fazer apreciação, analisar. Quando você taggeia um artigo no seu blog você está associando um conjunto de tags com o conteúdo, ou seja, você está criando um tipo de “rating” (avaliação) sobre aquele objeto. Você classificou determinado artigo por exemplo, em um conjunto de palavras-chaves. Quando o Google ou o Technorati (e centenas de outros mecanismos de busca) encontram o seu site, eles podem tratar a meta-informação que recebem de várias maneiras. Uma delas é verificar a relação das palavras-chaves que você inseriu com o próprio conteúdo taggeado e confirmar a relevância existente.

Se por exemplo você insere palavras a esmo, sem relação nenhuma com o conteúdo, e acha que isso pode ajudar a aumentar a relevância do seu site, os resultados podem ser desatrosos como o caso do site da BMW na Alemanha que teve o site retirado dos resultados das buscas do Google por utilizar de técnicas deste tipo. Só o conteúdo realmente relevante e devidamente codificado e taggeado terá grande valor no final. Mas lembre-se, que folksonomia bem aplicada é apenas um único aspecto de um conjunto de vários outros fatores que podem otimizar seu site nos mecanismos de busca.

Folksonomia e semântica web

Toda informação que está diretamente relacionada com outra informação, que em outras palavras serve para descevê-la, é meta-informação. As tags também são um tipo de meta-informação visível que dá significado de um conteúdo para usuários e máquinas ao mesmo tempo. Quanto mais informação existir sobre a própria informação mais os mecanismos de busca serão cada dia mais precisos. E eles dependem intimamente disso para existir. Todo desenvolvedor web que migrou do jeito antigo de estruturar sites em tabelas para seguir os padrões sabe o que um código semântico é capaz de mudar o posicionamento de um site no Google. Na minha opinião, folksonomia aplicada consistentemente é um aspecto muito importante nessa otimização (SEO).

Como taggear

A forma mais correta de taggear é através da especificação microformats Rel tag, que eu escrevi recentemente aqui no Revolução. Leia o texto para mais detalhes. Através do atributo rel você informa que determinado hyperlink trata-se do endereço de uma tag no seu site. Se você observar na lateral do Revolução Etc, vai encontrar uma sessão chamada “tag” onde se encontra a relação de todas as tags que eu utilizo no meu site. E no final de cada artigo que eu escrevo você encontra a relação de tags que foram utilizadas para taggear (classificar) aquele artigo. Se clicar em uma delas, você vai para uma página onde estará relacionado todos os artigos escritos que foram relacionados com aquela palavra-chave específica. Simples assim. Isso é taggear.

Pode dar uma olhada com mais detalhes na página do Technorati que te ensina com detalhes como implementar folksonomia no seu site e se quiser algo em português eu já escrevi sobre isso por aqui.

Flying higher

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Tags: Blog Flickr Folksonomia Microformats SEO Semântica Web Tag Taxonomia Technorati User Agent Web Standards WordPress Writely del.icio.us folksonomy hyperlinks metadata rel relTag tags web



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Sobre o Revolução Etc

Foto do autor Henrique Costa Pereira O Revolução Etc é o site pessoal do Henrique C. Pereira que trabalha com design de interfaces, planejamento, arquitetura da informação e desenvolvimento para web. Ele escreve aqui sobre várias coisas relacionadas com acessibilidade, web standards, tecnologia, desenvolvimento e o que mais der na telha, além de eventualmente escrever alguma coisa ou outra para o Webinsider. Leia mais.

Livros que vão colocar minhocas na sua cabeça:

  • SEO Otimização de Sites - Paulo Teixeira
  • Não me faça pensar! - Steve Krug
  • Google Adwords a Arte da Guerra - Ricardo Vaz Monteiro
  • Design para Internet: Projetando a Experiência Perfeita - Felipe Memoria
  • Sopro no Corpo: Vive-se de Sonhos - Marco Antônio de Queiroz (MAQ)
  • 250 Segredos para Web Designers - MOLLY E. HOLZSCHLAG
  • O design do dia a dia - DONALD A. NORMAN
  • Ser e o Nada - Jean-Paul Sartre
  • Apocalípticos e Integrados - Umberto Eco
  • Ergodesign e Arquitetura de Informação - LUIZ AGNER
  • The Art and Science of Web Design - Jeffrey Veen
  • Ansiedade de Informação 2 - RICHARD SAUL WURMAN
  • Criando Páginas Web com CSS - ANDY BUDD, CAMERON MOLL, SIMON COLLISON
  • Mobile Web Design - Cameron Moll
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  • Diana Krall - The Very Best Of
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  • The Essential - Bob Dylan
  • Bob Dylan - Modern Times
  • Miles Davis - Cool & Collected
  • Miles Davis - Prestige Profiles Vol 1
  • Pink Floyd - The Division Bell
  • Pink Floyd - The wall
  • Pink Floyd - Delicate Sound Of Thunder
  • John Coltrane - The Best of John Coltrane
  • The beatles - The Beatles 1